O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu sua presença em um jantar beneficente organizado pelo CEO do iFood, Diego Barreto, para arrecadar fundos para um programa que ajuda candidatos negros a ingressar na magistratura. Barroso criticou quem o acusou de se reunir com empresários, afirmando que o evento tinha como objetivo arrecadar recursos para o programa, que já oferece bolsas a 96 candidatos. O iFood, que está envolvido em um processo no Supremo sobre a relação de trabalho com motoristas de aplicativo, também apoiou a iniciativa. O programa, que conta com a parceria da FGV, busca aumentar a diversidade no Judiciário e é voltado para candidatos negros e indígenas.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu sua participação em um jantar beneficente promovido pelo CEO do iFood, Diego Barreto, na última semana. O evento, realizado para arrecadar fundos para o Programa de Ação Afirmativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visa apoiar candidatos negros na magistratura. Barroso afirmou que é necessário agir em vez de se preocupar com críticas, destacando que “no Brasil existem duas grandes categorias de pessoas: as que fazem alguma coisa e as que têm razão”.
O programa, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), já oferece bolsas de R$ 3 mil mensais para noventa e seis candidatos negros se prepararem para o concurso de juízes, com a meta de alcançar cem bolsas. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou Barroso cantando ao lado de Barreto, o que gerou críticas sobre sua interação com empresários que têm interesses no tribunal.
Em resposta às críticas, Barroso enfatizou que o jantar foi uma iniciativa para arrecadar fundos e que a matéria que o criticou reflete uma “incultura” no Brasil. O STF esclareceu que o programa é voltado para candidatos negros e indígenas, com ou sem deficiência, que já foram aprovados no Exame Nacional da Magistratura. A nota também ressaltou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades, conforme previsto na Constituição e no Estatuto da Igualdade Racial.
Diego Barreto, por sua vez, afirmou que o jantar contou com a presença de sessenta participantes, incluindo magistrados, jornalistas e educadores, e foi organizado a pedido dos líderes do programa. O iFood, que está envolvido em uma ação no STF sobre a relação de trabalho com motoristas de aplicativo, entrou no processo como amici curiae, buscando esclarecer questões técnicas relacionadas ao caso. O julgamento, que terá repercussão geral, pode impactar os contratos de trabalho da empresa.
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