O STF aprovou duas listas tríplices para preencher vagas no TSE, sendo uma delas composta apenas por mulheres. Entre as candidatas estão Estela Aranha, Vera Lúcia Araújo e Cristina Maria Gama Neves da Silva. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, destacou a importância de ter pelo menos uma mulher na corte, já que a atual composição é majoritariamente masculina. Ela argumentou que, sem essa lista feminina, o TSE poderia ter todos os seus cargos ocupados por homens nas próximas eleições. Cármen Lúcia também mencionou a necessidade de diversidade e a promoção de mulheres em cargos de magistratura. As listas agora seguem para o presidente Lula, que fará a escolha final.
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, nesta quarta-feira (28), duas listas tríplices para as vagas de advogados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma das listas é composta exclusivamente por mulheres, com nomes como Cristina Maria Gama Neves da Silva, Estela Aranha e Vera Lúcia Araújo. A decisão visa aumentar a representatividade feminina na corte, que atualmente é predominantemente masculina.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou a importância de garantir ao menos uma mulher no tribunal. Durante a sessão, ela afirmou que seria um “contrassenso” o TSE não ter mulheres em sua composição. Cármen Lúcia enfatizou que, sem essa iniciativa, o tribunal poderia ter todos os seus sete cargos ocupados por homens nas próximas eleições.
Os mandatos dos ministros Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares terminam em 30 de maio. Normalmente, eles seriam reconduzidos, mas, como estão na mesma lista, isso não ocorrerá. A ministra ressaltou que a promoção de mulheres a cargos de magistratura é uma questão de justiça e diversidade, citando uma resolução aprovada em março que visa aumentar a presença feminina nos tribunais regionais eleitorais.
Cármen Lúcia também mencionou que levará cerca de quinze anos até que outra mulher possa presidir o TSE, reforçando a necessidade de ações concretas para promover a igualdade de gênero na Justiça. A escolha final dos novos ministros caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que receberá as listas aprovadas pelo STF.
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