A Força Penal Nacional foi enviada ao Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, por 30 dias para ajudar na gestão da prisão e treinar os agentes. A decisão foi tomada após um funcionário terceirizado ser baleado em uma emboscada, que tinha como alvo o diretor da unidade. O ataque ocorreu perto da penitenciária, onde o diretor e o funcionário estavam em um carro que foi atingido por tiros. O funcionário foi levado ao hospital e a Secretaria de Administração Penitenciária está acompanhando sua recuperação. Após o ataque, cerca de 100 policiais das Forças Estaduais e Federais realizaram operações para prender os responsáveis. As investigações apontam que a ação foi coordenada por um chefe de facção criminosa, que também foi um dos mandantes de uma fuga de presos em dezembro de 2024.
Durante 30 dias, a Força Penal Nacional atuará no Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, para auxiliar na gestão prisional. A medida foi autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e publicada no Diário Oficial da União em 28 de maio de 2025. A operação incluirá treinamento e capacitação dos agentes, com apoio logístico dos órgãos de segurança pública da Bahia.
A decisão foi tomada após um funcionário terceirizado ser baleado em uma emboscada no dia 21 de maio. A suspeita é de que o diretor da unidade, Jorge Magno Alves, fosse o alvo principal do ataque. O atentado ocorreu nas proximidades da penitenciária, onde o diretor e o funcionário da empresa Reviver estavam. O funcionário, que não teve o nome divulgado, foi socorrido e levado ao Hospital de Eunápolis.
Investigação do Ataque
Após o ataque, cerca de 100 policiais das forças estaduais e federais realizaram ações integradas para prender os responsáveis. As investigações apontam que o ataque foi coordenado por Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”, chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho (CV). Ele também foi um dos mandantes da fuga de 16 presos do conjunto penal em dezembro de 2024.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) do governo baiano lamentou o ocorrido e informou que está acompanhando o estado de saúde do funcionário baleado. Este incidente marca um momento crítico para a segurança no sistema prisional da Bahia, que já enfrentava desafios significativos, incluindo fugas e ataques a funcionários.
Entre na conversa da comunidade