A ministra Gleisi Hoffmann disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não deu detalhes sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que passará de 2,39% para 3,5%. Em uma entrevista, ela afirmou que a mudança foi considerada pequena e que as discussões sobre o Orçamento ocorreram em reuniões internas. Gleisi negou que houve uma “reunião de emergência” sobre o aumento e comentou que, ao perceber a repercussão negativa, o governo decidiu recuar, pois o impacto seria muito grande. O governo tem dez dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF, mas Haddad indicou que não há alternativas viáveis no momento e que as discussões se concentrarão em medidas estruturantes. A situação está sendo monitorada enquanto o governo busca soluções.
BRASÍLIA – A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, informou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não apresentou detalhes sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que passará de 2,39% para 3,5%. Em entrevista ao programa “Conversa com Bial”, Gleisi destacou que a mudança foi considerada pequena e que a avaliação do Orçamento foi feita em reuniões internas do governo.
Gleisi explicou que, durante as discussões, Haddad afirmou que a alteração era mínima. Ela comentou que a medida não estava amplamente divulgada e que todos os membros do governo aceitaram a proposta. A ministra também mencionou que a isenção para fundos de investimento aplicados no exterior foi mantida em 3,5%.
Reunião e Impacto
A ministra negou a realização de uma “reunião de emergência” sobre o aumento do IOF, afirmando que ela e outros ministros estavam discutindo inteligência artificial. Gleisi relatou que, ao perceber a repercussão negativa da medida, a equipe decidiu que era melhor recuar. “O impacto é muito grande e é pior ficar do que recuar”, afirmou.
O governo terá um prazo de dez dias para apresentar ao Congresso um “plano alternativo” ao aumento do IOF. Haddad já indicou que, neste momento, não há alternativas viáveis e que as discussões se concentrarão em medidas estruturantes. A situação continua a ser monitorada, enquanto o governo busca soluções para minimizar os efeitos da decisão.
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