Em dezembro de 2022, a presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol declarou lei marcial, o que gerou protestos, especialmente entre jovens mulheres que se opuseram a suas políticas consideradas anti-feministas. Com as eleições presidenciais se aproximando em junho de 2023, as principais candidaturas ignoraram questões de igualdade de gênero, deixando essas mulheres frustradas e sentindo-se invisíveis. Durante os protestos contra Yoon, muitas jovens se mobilizaram, mas agora percebem que suas preocupações não estão sendo abordadas. Os candidatos atuais, incluindo Lee Jae-myung, do Partido Democrático, e Kim Moon-soo, do Partido do Poder Popular, têm sido criticados por não apresentarem propostas claras para melhorar a situação das mulheres. Enquanto isso, um terceiro candidato, Lee Jun-seok, atrai apoio com suas opiniões anti-feministas. As jovens mulheres expressam descontentamento com a falta de representação e a sensação de que suas vozes estão sendo ignoradas na política.
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, declarou lei marcial em dezembro de 2022, provocando protestos massivos, especialmente entre jovens mulheres. Elas se opuseram ao governo e às políticas anti-feministas do presidente, que insistia que o país estava livre de discriminação de gênero.
Com as eleições presidenciais marcadas para 3 de junho de 2023, as principais candidaturas ignoram questões de igualdade de gênero, frustrando as jovens que se sentem invisíveis. O descontentamento é palpável, pois as duas principais figuras políticas não abordam as preocupações femininas. Um terceiro candidato, popular entre homens jovens por suas opiniões anti-feministas, também tem ganhado destaque.
An Byunghui, uma estudante de 24 anos, participou dos protestos contra Yoon e expressou sua frustração: “Sinto que estão tentando apagar as vozes das mulheres.” Durante os protestos, cerca de um terço dos participantes eram mulheres jovens, refletindo um crescente ativismo em um país onde a desigualdade de gênero é acentuada.
As mulheres enfrentam um gap salarial de 31%, o maior entre países desenvolvidos. A pressão para se casar e ter filhos é intensa, com políticos frequentemente incentivando esse papel em uma sociedade patriarcal. Kim Saeyeon, de 23 anos, destacou que a frustração acumulada levou muitas a se manifestarem.
A situação política atual é tensa, com a People Power Party (PPP) em desordem após a queda de Yoon. Não há mulheres entre os sete candidatos à presidência, algo inédito em 18 anos. A ausência de políticas voltadas para as mulheres tem gerado descontentamento, especialmente entre as que participaram dos protestos pela destituição de Yoon.
O candidato da oposição, Lee Jae-myung, tem sido criticado por não abordar adequadamente as questões de gênero. Após pressão, ele prometeu enfrentar a discriminação, mas muitos jovens mulheres sentem que suas vozes não estão sendo ouvidas. A Ministério da Igualdade de Gênero e Família, que Yoon queria abolir, continua sendo um ponto de discórdia.
O cenário eleitoral é complicado, com um candidato anti-feminista, Lee Jun-seok, ganhando popularidade entre homens jovens. Suas declarações controversas, como as feitas em um debate recente, alarmaram muitas mulheres, que temem um retrocesso nas conquistas femininas.
As jovens sul-coreanas, que antes se sentiam distantes da política, agora se sentem mais engajadas e determinadas a lutar por seus direitos. “As coisas nunca voltarão a ser como eram antes de Yoon declarar a lei marcial,” afirmou Jinha, uma das manifestantes.
Entre na conversa da comunidade