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AGU defende inconstitucionalidade de leis municipais sobre loterias e apostas

AGU defende inconstitucionalidade de leis municipais sobre apostas, o que pode favorecer grandes empresas e levantar suspeitas de relações com ministro.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) se posicionou a favor da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda em um caso no Supremo Tribunal Federal sobre a regulamentação de loterias e casas de apostas. A AGU argumenta que as leis municipais que regulam essas atividades são inconstitucionais. Atualmente, cerca de 150 municípios têm suas próprias casas de apostas, mas as regras federais exigem um investimento muito maior para operar. A AGU acredita que a falta de uma regulamentação forte pode levar a problemas sérios nesse setor. Se as leis municipais forem consideradas inválidas, isso pode beneficiar apenas as maiores empresas de apostas do país, levantando preocupações sobre a relação entre um empresário do setor e o ministro relator do caso, Kassio Nunes Marques. O empresário, Fernandin OIG, já foi mencionado em depoimentos sobre sua amizade com o ministro e uma viagem que fizeram juntos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) se posicionou a favor da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1212, que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). A ADPF, proposta pelo partido Solidariedade, busca a suspensão e a declaração de inconstitucionalidade de leis municipais que regulamentam loterias e casas de apostas.

Atualmente, cerca de 150 municípios operam casas de apostas, um setor que movimentou mais de R$ 120 bilhões no último ano. A AGU argumenta que as leis municipais são inconstitucionais, o que pode resultar na concentração do mercado nas mãos de grandes empresas de apostas. A secretaria federal exige uma outorga de R$ 30 milhões para a operação, enquanto os municípios cobram entre R$ 5 mil e R$ 100 mil.

Suspeitas de Conexões

O parecer da AGU sugere que a inconstitucionalidade das leis municipais favoreceria as dez maiores empresas de apostas do Brasil. Uma delas é liderada por Fernandin OIG, que é suspeito de estar vinculado ao Jogo do Tigrinho no país. Nos bastidores, há especulações sobre a relação entre OIG e o ministro relator, Kassio Nunes Marques. Em depoimento à CPI das Bets, OIG afirmou ser “amigo de buchada” do ministro.

Além disso, em setembro, Nunes Marques foi questionado sobre uma carona que teria recebido no jatinho de OIG para um evento na Grécia. A AGU destaca a necessidade de uma regulamentação robusta para evitar a exploração predatória desse tipo de serviço, enfatizando a importância de um monitoramento eficaz e fiscalização rigorosa.

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