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Tragédia em Lagoa de Bastos: criança morre soterrada em vala de empresa de energia eólica

Tragédia em Lagoa de Bastos: adolescente morre em vala de drenagem de parque eólico, enquanto moradores enfrentam rachaduras e falta de apoio.

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Na comunidade de Lagoa de Bastos, em Piatã (BA), um acidente trágico ocorreu quando um adolescente de 13 anos, Paulo Gustavo, foi soterrado em uma vala de drenagem criada pela empresa PAE, que constrói parques eólicos na região. O pai do menino, Delci Moreira, afirma que a vala foi feita durante a construção da estrada para os equipamentos e que a empresa não cumpriu a promessa de fechá-la após as obras. A mãe de Paulo, Ilza Oliveira, lamenta a falta de apoio da PAE após a morte do filho e relata que a empresa não compareceu ao velório. Além disso, moradores da comunidade relatam rachaduras em suas casas devido ao tráfego intenso de veículos pesados, e muitos não receberam indenizações pelos danos. Apesar de alguns benefícios, como geração de renda, os impactos negativos, como a poeira e a falta de água, têm afetado a qualidade de vida na região. A PAE afirma que cumpre as exigências legais e que houve contato com a família, mas os moradores se sentem abandonados e insatisfeitos com a situação.

A comunidade de Lagoa de Bastos, em Piatã (BA), enfrenta graves consequências após a chegada da empresa PAE (Pan American Energy), responsável pela construção de parques eólicos na região. Um acidente recente resultou na morte de um adolescente, que ficou soterrado em uma vala de drenagem criada pela empresa.

O incidente ocorreu em abril de 2024, quando crianças brincavam na vala, que foi aberta para a passagem de equipamentos. Moradores relatam que a vala, destinada a controlar a água da chuva, se tornou um local perigoso devido à falta de sinalização e cuidados. Delci Moreira, pai de uma das vítimas, questiona a responsabilidade da PAE, afirmando que a vala não existia antes da obra.

Ilza Oliveira Carvalho, mãe do adolescente falecido, expressou sua dor e indignação, afirmando que não recebeu apoio da empresa após a tragédia. Ela destacou que a PAE não compareceu ao velório e não ofereceu assistência psicológica. A comunidade, que vive da agricultura familiar, também enfrenta problemas estruturais, como rachaduras nas casas, atribuídas ao tráfego intenso de veículos pesados.

Os moradores relatam que a ampliação das estradas para a construção dos parques eólicos causou danos significativos. Gildo Moreira, um dos residentes, afirmou que a situação se agravou com a poeira e a falta de água encanada. Apesar dos investimentos da PAE na região, muitos não receberam indenizações e sentem que os benefícios não compensam os prejuízos.

A PAE, em nota, lamentou o ocorrido, mas negou responsabilidade pelo acidente. A empresa afirmou que mantém contato com a família da vítima e que cumpre as exigências legais para a construção e operação de seus empreendimentos. A situação em Lagoa de Bastos reflete os desafios enfrentados por comunidades em áreas de exploração de energia renovável, onde os impactos sociais e ambientais frequentemente geram conflitos.

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