O ministro do STF, Alexandre de Moraes, pediu que a Polícia Federal ouça o senador Hamilton Mourão sobre uma ligação que ele recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de seu depoimento sobre a tentativa de golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República levantou preocupações sobre possível coação. Mourão, que é testemunha no caso, afirmou que Bolsonaro o orientou sobre o que dizer no depoimento, mas depois disse que a conversa foi apenas sobre assuntos gerais. Moraes deu um prazo de 15 dias para que Mourão seja ouvido pela PF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal ouça o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) sobre uma ligação que recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada nesta terça-feira, após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Mourão, que é testemunha no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado, teria recebido o telefonema de Bolsonaro um dia antes de seu depoimento, marcado para 23 de maio. A PGR levantou suspeitas de coação, afirmando que a oitiva de Mourão é necessária para esclarecer os fatos. O prazo dado por Moraes para a oitiva é de 15 dias.
De acordo com informações divulgadas, Bolsonaro teria orientado Mourão sobre o que dizer no depoimento, sugerindo que ele afirmasse nunca ter ouvido menções sobre ruptura institucional. Após a repercussão, Mourão minimizou a conversa, afirmando que trataram de “coisas genéricas de companheiros de longas datas”. Ele também declarou à Folha de S.Paulo que a ligação foi apenas para confirmar a data e o horário do depoimento.
O ministro Moraes encaminhou os autos à Polícia Federal para que sejam realizados os esclarecimentos necessários, sem prejuízo de outras diligências que possam ser requeridas.
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