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EUA propõem cortes significativos em programas globais de vacinação e saúde pública

Cortes de US$ 230 milhões em programas de vacinação global pelo governo Trump podem agravar surtos de doenças como pólio e sarampo.

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O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, apresentou uma proposta de orçamento que prevê cortes significativos em programas de vacinação global, incluindo a erradicação da poliomielite e o combate ao sarampo, totalizando US$ 230 milhões. A proposta justifica que esses programas não aumentam a segurança dos americanos e, por isso, o financiamento será eliminado. Além disso, o plano extingue o setor de saúde global do CDC, retira apoio à Gavi, que compra vacinas para crianças em países em desenvolvimento, e reduz em 47% os recursos para o combate à malária. Embora o programa de combate ao HIV, que já salvou muitas vidas, ainda receba recursos, o foco será apenas na manutenção de tratamentos. Especialistas alertam que esses cortes podem levar a mais doenças, já que doenças infecciosas não têm fronteiras. Os cortes ocorrem em um momento crítico, após a pandemia de Covid-19, que já prejudicou campanhas de vacinação. Organizações internacionais estão preocupadas com a possível perda de investimentos privados devido a essas mudanças.

O governo dos Estados Unidos apresentou uma proposta orçamentária ao Congresso que prevê cortes significativos no financiamento de programas globais de vacinação. A medida, que totaliza US$ 230 milhões, inclui a erradicação da poliomielite e o combate ao sarampo. Essa decisão se alinha à política “America First”, promovida pela gestão de Donald Trump, que prioriza investimentos voltados à segurança nacional.

O orçamento proposto elimina US$ 180 milhões destinados à erradicação da pólio e o restante para o controle do sarampo e outras doenças. Além disso, extingue o setor de saúde global do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e reduz em 47% os recursos para o combate à malária. O apoio financeiro à Gavi, aliança internacional que compra vacinas para crianças em países em desenvolvimento, também será retirado.

A justificativa do governo é que esses programas não aumentam a segurança dos americanos, transferindo a responsabilidade para outros países e doadores. No entanto, especialistas em saúde pública alertam que essa visão é falha, já que doenças infecciosas não respeitam fronteiras. Recentemente, os Estados Unidos registraram casos de sarampo e poliomielite relacionados a vírus importados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) expressou preocupação com os cortes, afirmando que a escala e a natureza abrupta das reduções levarão a mais doenças e mortes. As mudanças podem impactar redes globais essenciais, como o Laboratório de Sarampo e Rubéola. A proposta ocorre em um momento crítico, após a pandemia de Covid-19 ter enfraquecido campanhas de vacinação, resultando em surtos de doenças como pólio e sarampo em várias regiões.

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