Gabriela Ramos, que é candidata à diretoria-geral da Unesco, fala sobre a necessidade de reformas na ONU. Ela acredita que é preciso simplificar processos e encontrar novas formas de financiamento. Ramos destaca que as críticas à ONU são válidas, mas devem ser mais práticas e considerar a complexidade da organização. Ela menciona que países como os EUA e a China têm cortado suas contribuições financeiras, o que afeta a operação da ONU. Além disso, Ramos discute a reconstrução de Mossul, no Iraque, e como medir o impacto dessa reconstrução. O projeto de revitalização arrecadou 115 milhões de dólares de países como os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia. Ela também fala sobre a regulação da inteligência artificial, defendendo que é possível regular sem impedir a inovação. Para ela, é importante que mais países tenham acesso a essas tecnologias e possam usá-las a seu favor.
Gabriela Ramos, diretora-adjunta para Ciências Humanas e Sociais da Unesco e candidata à diretoria-geral da agência, defende reformas na Organização das Nações Unidas (ONU). Em entrevista, ela destacou a necessidade de simplificação de processos e novas formas de financiamento, especialmente em um contexto de críticas à eficácia da ONU em meio a conflitos globais.
Ramos afirmou que as críticas à ONU são válidas, mas precisam ser mais pragmáticas. Segundo ela, generalizar a atuação da organização e afirmar que não funciona é uma simplificação excessiva. “Se você agrupa todo o sistema e diz que ele não funciona, não está captando nuances de algo que é muito complexo”, disse. Ela ressaltou que críticas podem ajudar a identificar questões que precisam ser resolvidas.
Os Estados Unidos e a China têm reduzido suas contribuições financeiras à ONU, o que compromete a operação da organização. Ramos observou que a mudança nas prioridades dos Estados-membros, com aumento nos gastos com defesa e diminuição no investimento em desenvolvimento, é preocupante para instituições como a Unesco, que visa promover a paz.
Reformas e Impacto
A proposta de reforma de Ramos inclui a busca por novas formas de financiamento e uma abordagem mais eficiente na medição de resultados. Ela citou o projeto de revitalização de Mossul, no Iraque, que arrecadou US$ 115 milhões de países como os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia. Ramos questionou como medir o impacto da reconstrução de mesquitas e escolas na cidade.
Além disso, a diretora-adjunta destacou a importância de discutir o desenvolvimento ético da inteligência artificial. Ela criticou a dicotomia entre regulação e inovação, afirmando que “escolher não regular também é uma decisão regulatória”. Para ela, é essencial criar incentivos para que países se apropriem das tecnologias e as utilizem em benefício próprio.
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