A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) anulou a nomeação de Sátiro Sousa Cerqueira Júnior, um ex-detento, para um cargo de diretoria no Presídio Salvador. Sátiro, que foi preso em 2019 por homicídio qualificado, teria um salário de mais de R$ 11 mil. A decisão foi publicada no Diário Oficial e ocorreu após críticas sobre sua indicação, que levantou questões sobre a moralidade de ter um ex-detento em uma posição de gestão no sistema prisional. O deputado estadual Leandro de Jesus criticou a escolha e prometeu tomar medidas para anulá-la. A situação acontece em meio a uma crise na gestão prisional, com a Força Penal Nacional sendo enviada para ajudar no Conjunto Penal de Eunápolis, onde um funcionário terceirizado foi baleado em um ataque.
Após a nomeação de um ex-detento para um cargo de diretoria, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) anunciou, nesta quinta-feira (5), a anulação da indicação de Sátiro Sousa Cerqueira Júnior. Ele, que foi preso em 2019 por homicídio qualificado, deveria atuar como diretor-adjunto no Presídio Salvador, com um salário superior a R$ 11 mil. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado.
A nomeação gerou polêmica devido ao histórico criminal de Sátiro, que cumpre pena em liberdade. O advogado criminalista Rafael Paiva comentou que, se não houver proibição legal, a nomeação poderia ser considerada legal. No entanto, a questão moral levantou críticas, levando a Seap a reavaliar a decisão.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PT) criticou a escolha e afirmou que tomaria “ações cabíveis para anular esse ato insano”. A Seap enfrenta uma crise na gestão prisional, com a Força Penal Nacional sendo enviada para auxiliar no Conjunto Penal de Eunápolis. A operação, autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visa treinar e capacitar agentes penitenciários.
A medida foi tomada após um ataque a um funcionário terceirizado no Conjunto Penal de Eunápolis, que foi baleado em uma emboscada. Investigações indicam que o ataque foi coordenado por um chefe de facção criminosa. A situação evidencia a necessidade de reforço na segurança e gestão das unidades prisionais na Bahia.
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