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MPF pede multa ao governo por descumprimento de plano de distribuição de absorventes

MPF pede multa ao governo por falta de plano no programa de absorventes, enquanto Ministério da Saúde destaca 230 milhões já distribuídos.

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a aplicação de uma multa ao governo federal por não apresentar um plano referente ao programa de distribuição gratuita de absorventes. O procurador Julio José Araujo Junior destacou a “total inércia da União” em cumprir a decisão judicial que exigia a apresentação de um plano. Caso a Justiça acate […]

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a aplicação de uma multa ao governo federal por não apresentar um plano referente ao programa de distribuição gratuita de absorventes. O procurador Julio José Araujo Junior destacou a “total inércia da União” em cumprir a decisão judicial que exigia a apresentação de um plano. Caso a Justiça acate o pedido, o valor da multa será definido posteriormente.

Em resposta, o Ministério da Saúde informou que já distribuiu aproximadamente 230 milhões de absorventes a 3,5 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade. O programa, que faz parte da Política de Proteção e Promoção da Dignidade Menstrual, recebeu um investimento de R$ 163,6 milhões. A distribuição ocorre em mais de 31 mil farmácias credenciadas ao Programa Farmácia Popular.

Contexto do Programa

O programa foi criado após a derrubada do veto do ex-presidente Jair Bolsonaro em março de 2022, que impediu a distribuição gratuita de absorventes. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em 2023, prevendo um investimento anual de R$ 418 milhões para a ação. Para ter acesso aos absorventes, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e atender a critérios específicos de vulnerabilidade social.

O juiz Marcus Livio Gomes, da 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro, havia dado um prazo de 15 dias para que o governo apresentasse uma proposta, após uma ação da associação civil Criola. A coordenadora-geral da Criola, Lucia Xavier, solicitou uma audiência com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para discutir a centralização do projeto.

Avanços e Desafios

Embora tenha havido avanços na regulamentação para a população carcerária, o juiz Gomes observou a falta de informações sobre o cumprimento total da política pública. A associação Criola, que representa as mulheres em situação de vulnerabilidade, enfatiza a importância de um plano estruturado para garantir a eficácia do programa. A reunião entre a associação e o Ministério da Saúde está prevista para ocorrer nas próximas semanas.

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