O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, informou que a Câmara seguirá a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a deputada Carla Zambelli, que foi condenada a dez anos de prisão por crimes relacionados à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsificação de documentos. Motta destacou que, com a condenação já decidida, não haverá votação sobre o assunto e que a decisão deve ser cumprida. Zambelli, que está na Itália, já havia enfrentado uma condenação anterior que resultou na cassação de seu diploma por abuso de poder político. A condenação do STF, que ocorreu em janeiro e não pode ser contestada, levou o ministro Alexandre de Moraes a solicitar o início do processo de extradição. A situação é complicada, pois a Câmara deve oficializar a perda do mandato, mas há divergências entre os deputados sobre como proceder. Além disso, Zambelli enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder nas eleições de 2022, e o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo já se manifestou a favor da cassação, o que pode resultar na perda automática de seu mandato.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que a Casa dará andamento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a deputada Carla Zambelli. A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão por crimes relacionados à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsificação de documentos. Motta afirmou que não há alternativas após a conclusão do julgamento e que a decisão deve ser cumprida.
Durante o seminário “Agenda Brasil — o cenário fiscal brasileiro”, Motta destacou que o caso de Zambelli é atípico e sem precedentes na Câmara. Ele explicou que, com a condenação já estabelecida, não cabe mais votação sobre a questão. “A decisão precisa ser cumprida”, enfatizou. A deputada, que se encontra na Itália, já havia enfrentado uma condenação anterior, resultando na cassação de seu diploma por abuso de poder político.
Desdobramentos da Condenação
A condenação do STF ocorreu em janeiro e já transitou em julgado, o que significa que não há possibilidade de recursos. O ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento imediato da pena e solicitou ao Ministério da Justiça o início do processo de extradição de Zambelli. A situação gera um cenário complexo, com a possibilidade de cassação de seu mandato tanto pela Câmara quanto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Motta também mencionou que a Câmara havia concedido licença médica a Zambelli antes da decisão do STF. No entanto, a condenação foi antecipada, levando a um processo que pode resultar na perda do mandato da deputada. A Câmara deve oficializar a perda, mas o trâmite pode ser complicado devido a divergências entre os deputados sobre o procedimento.
Impasse na Câmara
A discussão sobre a cassação de Zambelli revela um embate entre os Poderes. Enquanto alguns deputados acreditam que a decisão judicial é suficiente, outros defendem que a perda de mandato deve ser votada em plenário. O presidente da Câmara reafirmou que seguirá o rito regimental para o cumprimento da decisão do STF, mas a situação continua a gerar repercussões no cenário político brasileiro.
Além das questões criminais, Zambelli enfrenta um processo no TSE por abuso de poder político durante as eleições de 2022. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) já se manifestou favoravelmente à cassação, alegando que a deputada desacreditou o sistema eleitoral. A Procuradoria-Geral Eleitoral também se posicionou a favor da cassação, o que pode levar a uma perda automática do mandato, caso o TSE confirme a decisão.
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