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Itália não planeja prender Zambelli, afirma embaixador brasileiro

Carla Zambelli, foragida na Itália desde 5 de outubro, aguarda desdobramentos sobre sua extradição após condenação no Brasil.

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Carla Zambelli, deputada federal, está foragida na Itália desde 5 de outubro, após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF. O Brasil pediu à Interpol um mandado de prisão, mas atualmente não há busca ativa para detê-la na Itália. O embaixador brasileiro no país, Renato Mosca, explicou que a deputada só pode ser presa em locais públicos, pois a polícia italiana não pode entrar em residências. Zambelli chegou ao aeroporto Fiumicino em Roma antes do pedido de prisão ser divulgado, o que facilitou sua entrada. Não se sabe onde ela está, e a polícia italiana é responsável pela busca. Zambelli afirmou que pretende se apresentar às autoridades italianas, alegando ser vítima de perseguição política. O embaixador também comentou que existem 14 processos de extradição em andamento na Itália e que a cidadania italiana não impede a extradição de condenados, embora esse processo possa ser demorado.

Carla Zambelli, deputada federal, está foragida na Itália desde 5 de outubro, após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF. Um mandado de prisão foi emitido pela Interpol a pedido do Brasil, mas não há operação de busca em andamento no país europeu.

O embaixador brasileiro na Itália, Renato Mosca, informou que a deputada só pode ser presa em locais públicos. “A polícia italiana não pode entrar em residências para detê-la”, afirmou. Zambelli chegou ao aeroporto Fiumicino, em Roma, quatro horas antes da difusão do pedido de prisão, o que permitiu sua entrada sem restrições.

Atualmente, não há informações sobre o paradeiro da deputada, e a responsabilidade pela busca recai sobre a polícia italiana. Zambelli declarou à CNN Brasil que pretende se apresentar às autoridades italianas para regularizar sua situação, alegando estar na Itália por conta de uma “perseguição política”.

A relação entre Brasil e Itália em questões judiciais é pautada pela colaboração. O embaixador destacou que existem 14 processos de extradição em andamento na Itália, incluindo casos de cidadãos com dupla nacionalidade. A Constituição italiana permite a extradição de cidadãos em situações específicas, o que contrasta com a legislação brasileira.

Mosca ressaltou que a cidadania italiana não torna indivíduos intocáveis. “Não vejo afinidade entre um governo dedicado ao combate ao crime e uma pessoa condenada”, disse. O embaixador também mencionou que a extradição de Zambelli, caso ocorra, pode ser um processo demorado, envolvendo tanto aspectos políticos quanto jurídicos.

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