O ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, e o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, estão sendo ouvidos no Supremo Tribunal Federal sobre supostas tentativas de golpe de Estado após as eleições de 2022. As audiências começaram no dia 24 de outubro com segurança reforçada. Ramagem negou qualquer envolvimento em planos golpistas e afirmou que não há provas de fraudes nas urnas, destacando que suas anotações eram pessoais e não novas. Mauro Cid também negou participação em tentativas de golpe e disse que Bolsonaro não sabia de qualquer organização relacionada a atos golpistas antes de 8 de janeiro. Cid confirmou que recebeu uma minuta de decreto, mas fez alterações, retirando nomes de autoridades da lista de prisões. As audiências vão até 27 de outubro e envolvem outros réus, incluindo Bolsonaro, que será o sexto a depor. Os réus não podem se comunicar entre si durante o processo, e as sessões são transmitidas ao vivo. O ministro Alexandre de Moraes preside os interrogatórios, que não têm limite de tempo, e os réus podem optar por permanecer em silêncio. A segurança no STF foi intensificada para garantir o controle na entrada e monitoramento dos presentes.
O ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, e o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, estão sendo ouvidos no Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a supostas tentativas de golpe de Estado após as eleições de 2022. As audiências começaram nesta terça-feira, 24 de outubro, com segurança reforçada no tribunal.
Ramagem, que é réu no caso, negou sua participação em qualquer plano golpista. Ele afirmou que “nem 5% do que é coletado pela agência vira documento”, ressaltando que as informações são checadas, mas raramente confirmadas. O ex-chefe da Abin também admitiu que não há provas de fraudes nas urnas e que suas anotações sobre o tema eram “privadas” e não novas, uma vez que Bolsonaro questionava o processo eleitoral desde 2015.
Mauro Cid, por sua vez, também negou envolvimento em tentativas de golpe e afirmou que Bolsonaro não tinha conhecimento de qualquer organização relacionada aos atos golpistas antes de 8 de janeiro. Cid confirmou que “recebeu e leu” uma minuta de decreto, mas que ele mesmo fez alterações, excluindo nomes de autoridades da lista de prisões. Ele ainda destacou que as mensagens trocadas não indicam a descoberta de fraudes eleitorais.
Audiências no STF
As audiências no STF, que se estenderão até sexta-feira, 27 de outubro, envolvem outros réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, incluindo ex-ministros e o próprio Bolsonaro, que será o sexto a depor. Os réus estão proibidos de se comunicarem entre si durante o processo, embora possam se cumprimentar. As sessões são transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelo UOL.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, preside os interrogatórios, que não têm limite de tempo. Os réus têm o direito de permanecer em silêncio e não se autoincriminar. A segurança no STF foi intensificada, com um esquema semelhante ao do recebimento da denúncia em março, garantindo maior controle na entrada e monitoramento dos presentes.
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