- O deputado federal Alexandre Ramagem prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em nove de junho de dois mil e vinte e cinco.
- Ele negou acusações de monitoramento ilegal e desinformação sobre as eleições de dois mil e vinte e dois.
- Ramagem afirmou que um documento que questionava o resultado das eleições era um rascunho pessoal e não foi enviado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Ele também se defendeu de acusações de uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades, afirmando que nunca fez isso.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de integrar o núcleo de articulação da tentativa de golpe e de produzir material contra o sistema eletrônico de votação.
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (9), no âmbito das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ramagem, que é um dos réus no processo, negou as acusações de monitoramento ilegal e desinformação sobre o pleito.
Durante o interrogatório conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, Ramagem afirmou que um documento que questionava o resultado das eleições era apenas um rascunho pessoal e não foi enviado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele explicou que o estilo do texto seguia uma estrutura de diálogo interno, utilizada para organizar suas reflexões, mas não houve comunicação do conteúdo ao ex-presidente.
O deputado também se defendeu das acusações de que teria utilizado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades. Ramagem declarou que nunca fez uso da estrutura da agência para tal fim. Ele ainda comentou sobre a tecnologia FirstMile, adquirida durante sua gestão, afirmando que a contratação foi regular e que optou por não renovar o contrato ao final da vigência.
Detalhes do Depoimento
Ramagem foi questionado sobre um trecho do documento que parecia direcionado a Bolsonaro. Ele reiterou que o arquivo continha anotações pessoais e que apenas um vídeo público, relacionado a testes de segurança das urnas eletrônicas, foi compartilhado. “Essa foi a única mensagem que enviei a alguém. O restante do documento é composto por coisas particulares”, afirmou.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Ramagem de integrar o núcleo de articulação da tentativa de golpe e de ter produzido material contra o sistema eletrônico de votação. O deputado, por sua vez, se disse “aqui para demonstrar a inocência” e negou qualquer envolvimento em ações de desinformação.
Além disso, Ramagem comentou sobre uma suposta abordagem de uma assessora de Carlos Bolsonaro, que teria solicitado informações sobre inquéritos da Polícia Federal. Ele esclareceu que recebeu uma mensagem sobre procedimentos internos, mas não respondeu ao contato, ressaltando que o tema não consta na denúncia da PGR.
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