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Wajngarten classifica falas de Cid sobre golpe com emojis após demissão do PL

Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, analisa depoimento de Mauro Cid no julgamento da trama golpista, usando emojis para expressar opiniões.

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Fabio Wajngarten foi demitido do PL após a divulgação de conversas interceptadas pela Polícia Federal, onde ele discutia a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e sua possível candidatura à presidência. Recentemente, Wajngarten comentou sobre o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid no julgamento de uma trama golpista, usando emojis para mostrar se concordava ou discordava das afirmações. Ele discordou de Cid, que disse que o almirante Almir Garnier era parte de um grupo de “radicais” que defendiam um golpe de Estado, chamando essa afirmação de “absurdo completo”. Wajngarten também ironizou, sugerindo que Cid precisava de ajuda para entender o que significa “radical”. A demissão de Wajngarten foi pedida por Michelle Bolsonaro após revelações de que ele e Cid discutiam a imagem dela na política, com Cid alertando que ela poderia ser “destruída” se tentasse se candidatar.

Demitido do PL após a divulgação de conversas interceptadas pela Polícia Federal, Fabio Wajngarten analisou o primeiro dia do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal. Em postagens no X, o ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro expressou suas opiniões sobre o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid usando emojis para indicar concordância ou discordância.

Wajngarten reagiu à declaração de Cid, que afirmou que o almirante Almir Garnier fazia parte de um grupo de “radicais” que defendiam um golpe de Estado. O advogado utilizou um emoji vermelho para mostrar sua discordância, chamando a afirmação de um “absurdo completo”. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, questionou Cid sobre a identificação dos réus, e o tenente-coronel afirmou que apenas Garnier era considerado “radical”. Wajngarten ironizou, sugerindo que alguém deveria “desenhar para Cid os significados das palavras radical e anteparo”.

Contexto da Demissão

A demissão de Wajngarten foi solicitada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após a revelação de diálogos que envolviam a possibilidade de sua candidatura à presidência em 2026. As conversas, interceptadas em janeiro de 2023, mostraram Wajngarten e Cid discutindo a política e a imagem de Michelle, com o tenente-coronel expressando preocupações sobre sua viabilidade política.

Em um dos áudios, Cid afirmou que Michelle seria “destruída” se tentasse entrar na política, citando “muita coisa suja” em sua biografia. Wajngarten, por sua vez, destacou que a especulação sobre a candidatura poderia resultar em notícias negativas para a ex-primeira-dama. Apesar das revelações, Michelle não se manifestou publicamente sobre os diálogos. Wajngarten afirmou que, na época das conversas, não se imaginava a ex-primeira-dama como candidata.

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