- O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza hoje o segundo dia de interrogatórios de réus envolvidos na trama golpista.
- O ex-ministro Augusto Heleno é o próximo a depor, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser ouvido ainda nesta tarde.
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foram os primeiros a prestar depoimento.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que Garnier aderiu à proposta golpista, oferecendo apoio a Bolsonaro.
- Os interrogatórios são conduzidos pelo ministro relator Alexandre de Moraes e pelo procurador-geral da República Paulo Gonet.
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza hoje o segundo dia de interrogatórios dos réus envolvidos na trama golpista. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está na lista e pode ser ouvido ainda nesta tarde. O ex-ministro Augusto Heleno é o próximo a depor, após os primeiros interrogatórios de Almir Garnier e Anderson Torres.
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foram os primeiros a prestar depoimento. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Garnier aderiu à proposta golpista, afirmando a Bolsonaro que sua tropa estava à disposição. O almirante, que chefiou a Marinha entre abril de 2021 e dezembro de 2022, é visto como um “patriota” pelos golpistas, enquanto outros líderes militares, como o general Freire Gomes e o tenente-brigadeiro Baptista Junior, foram alvo de ofensas por se oporem à ruptura institucional.
Os interrogatórios são conduzidos pelo ministro relator, Alexandre de Moraes, e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. As defesas dos réus têm a oportunidade de questionar os depoentes após as oitivas. O ministro Luiz Fux também participou das sessões, fazendo perguntas a outros réus.
A ordem dos depoimentos segue o alfabeto, com Bolsonaro sendo o sexto a ser interrogado. A expectativa inicial era que seu depoimento ocorresse na quarta-feira, mas há possibilidade de que isso aconteça ainda hoje, dependendo do ritmo dos interrogatórios. O ex-ministro Braga Netto será ouvido de forma virtual, já que está preso no Rio de Janeiro, e será o último a depor.
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