O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, prestou depoimento à Polícia Federal por mais de quatro horas sobre uma investigação de uma suposta trama golpista. Durante o interrogatório, que aconteceu no Supremo Tribunal Federal, Cid confirmou partes de seu acordo de colaboração, mas foi evasivo em alguns momentos. Ele negou ter fotografado um documento golpista que foi encontrado em seus dispositivos, dizendo que não se lembrava do documento até que a Polícia Federal o mostrasse. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux participaram do depoimento. O STF está ouvindo oito réus envolvidos na investigação, e Cid foi o primeiro a ser interrogado. O ex-ministro Walter Braga Netto participou por videoconferência devido à sua prisão preventiva.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, prestou depoimento à Polícia Federal por mais de quatro horas, confirmando partes de sua colaboração premiada em uma investigação sobre uma suposta trama golpista. O interrogatório ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi conduzido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Durante o depoimento, Cid foi questionado sobre um documento golpista encontrado em seus dispositivos eletrônicos. O procurador perguntou se ele havia fotografado ou redigido a minuta de um decreto com conteúdo ilegal. Cid negou a autoria da fotografia, afirmando que não se lembrava do documento até ser mostrado pela Polícia Federal.
Interlocutores da Procuradoria-Geral da República afirmam que, apesar de não haver novidades significativas no depoimento, Cid se mostrou evasivo em alguns pontos. O STF iniciou a fase de interrogatórios de oito réus envolvidos na trama, com Cid sendo o primeiro a ser ouvido devido ao seu acordo de colaboração.
Além de Gonet, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, e o ministro Luiz Fux também participaram do interrogatório. Os réus compareceram presencialmente, exceto o ex-ministro Walter Braga Netto, que acompanhou por videoconferência devido à sua prisão preventiva no Rio de Janeiro.
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