O embaixador André Corrêa do Lago está liderando a COP30 em Belém, que acontecerá em novembro, com o objetivo de promover acordos globais para reduzir emissões de gases e incentivar o uso de energias limpas. Com 43 anos de experiência na diplomacia, ele já chefiou a delegação brasileira na Conferência da ONU Rio+20 em 2012. Durante uma entrevista, Corrêa do Lago mostrou otimismo sobre a conferência, mesmo com as controvérsias sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Ele destacou que a Petrobras tem um bom histórico em relação a acidentes ambientais, mas é importante discutir os riscos da exploração de petróleo. A COP30 pretende fortalecer a colaboração entre governos, sociedade civil e setor privado nas questões climáticas e é vista como parte de um esforço contínuo contra as mudanças climáticas. Ele também mencionou a importância da Amazônia na luta contra a crise climática e a necessidade de um fundo para sua proteção, além de reduzir o desmatamento. Apesar dos desafios, ele vê oportunidades para cooperação internacional na região. Corrêa do Lago reconheceu que os altos preços de hospedagem em Belém podem ser um desafio, mas elogiou a escolha da cidade como sede. A presença do papa Francisco na conferência seria um evento importante, dada sua influência nas questões climáticas e sociais.
O embaixador André Corrêa do Lago lidera a COP30 em Belém, programada para novembro, com o objetivo de promover consensos globais sobre a redução de emissões de gases e a transição para energias limpas. Com uma carreira de 43 anos na diplomacia, Corrêa do Lago tem se destacado na área ambiental, tendo chefiado a delegação brasileira na Conferência da ONU Rio+20 em 2012.
Durante uma entrevista, o embaixador expressou otimismo em relação ao evento, apesar das contradições em torno da exploração de petróleo na Margem Equatorial, próxima ao local da conferência. Ele destacou que a Petrobras é uma das empresas com menos ocorrências de acidentes ambientais, mas reconheceu a necessidade de um debate racional sobre os riscos e custos da exploração de petróleo.
A COP30 busca fortalecer o multilateralismo e envolver a sociedade civil, governos e o setor privado nas discussões climáticas. Corrêa do Lago enfatizou que a conferência não se limita a um evento, mas é parte de um movimento contínuo para abordar as mudanças climáticas. Ele acredita que a ausência dos Estados Unidos não impede o avanço da agenda climática, citando exemplos de estados americanos que mantêm políticas ambientais robustas.
O embaixador também abordou a importância da Amazônia, afirmando que sua preservação é crucial para a luta contra a crise climática. Ele mencionou a necessidade de um fundo para proteger a floresta e a importância de reduzir o desmatamento e restaurar áreas degradadas. Apesar dos desafios, Corrêa do Lago vê oportunidades de colaboração internacional para enfrentar a criminalidade na região.
Por fim, ele comentou sobre a logística da COP30, reconhecendo que os altos preços de hospedagem em Belém podem ser um obstáculo, mas ressaltou a coragem do governo em escolher a cidade como sede. A presença do papa Francisco na conferência seria um marco significativo, dada sua influência nas questões climáticas e sociais.
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