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Lula orienta Congresso sobre a destinação de emendas parlamentares

Lula defende emendas parlamentares em Minas Gerais, mas alerta para a necessidade de priorização em projetos, diante da pressão do Congresso.

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O presidente Lula entregou mais de 300 equipamentos agrícolas a prefeituras de Minas Gerais e falou sobre a importância das emendas parlamentares, ressaltando que elas devem ser usadas em projetos prioritários. Ele comentou que as emendas perdem o valor quando são destinadas a iniciativas não essenciais. Essa declaração acontece em um momento em que os presidentes da Câmara e do Senado estão pressionando o governo pela liberação de emendas, já que até agora não houve execução de recursos do Orçamento de 2025. Os líderes do Congresso criticam a falta de ação do governo e ameaçaram interromper pautas de interesse do Executivo, buscando garantir recursos para suas bases eleitorais. A situação mostra um impasse entre o governo e o Legislativo, com a expectativa de que uma solução seja encontrada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira, da entrega de mais de 300 equipamentos agrícolas a prefeituras de Minas Gerais, em Contagem. Durante o evento, Lula destacou a relevância das emendas parlamentares para a aquisição do maquinário, mas enfatizou que elas devem ser direcionadas a projetos prioritários.

O presidente afirmou que as emendas perdem sua finalidade quando alocadas em iniciativas que não são essenciais. “Quando uma emenda é feita numa parceria com um ministro, e a gente vem numa cidade e é capaz de entregar para 301 prefeitos uma máquina desse porte… ah, vale a pena ter emenda sim”, declarou. Essa fala ocorre em meio à pressão dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, que exigem a liberação de emendas parlamentares.

Os líderes do Congresso criticam a falta de execução do Orçamento de 2025, alegando que o governo não liberou nenhum recurso em emendas de deputados e senadores até o momento. Para intensificar a pressão, Motta e Alcolumbre chegaram a contatar a ministra Gleisi Hoffmann, informando que poderiam “parar tudo”, referindo-se às pautas de interesse do governo.

A situação evidencia um impasse entre o Executivo e o Legislativo, com os parlamentares buscando garantir a execução de recursos que consideram essenciais para suas bases eleitorais. A expectativa é que o governo encontre uma solução para atender às demandas dos líderes do Congresso e avançar nas pautas prioritárias.

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