O governo de Lula da Silva está enfrentando críticas após o Itamaraty condenar os ataques de Israel ao Irã. A nota, divulgada no dia 13, alerta que esses bombardeios podem levar a uma guerra maior no Oriente Médio. A oposição, incluindo deputados e senadores, reagiu negativamente, acusando o governo de se alinhar a regimes que promovem o terror. O deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que o Itamaraty não diferencia os ataques israelenses, que visam alvos militares, das ações do Irã, que atingem civis. O Grupo Parlamentar Brasil-Israel e outros políticos criticaram a postura do governo, com alguns sugerindo que isso prejudica a imagem do Brasil. O ex-presidente Jair Bolsonaro também se manifestou, lembrando das boas relações entre Brasil e Israel durante seu governo. A nota do Itamaraty foi a primeira resposta oficial do governo Lula, que pediu contenção e o fim das hostilidades, enquanto enfrenta pressão para romper relações com Israel em meio à escalada do conflito na Faixa de Gaza.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta críticas intensas após a divulgação de uma nota do Itamaraty que condena os ataques israelenses ao Irã. O comunicado, emitido na sexta-feira, 13, alerta que os bombardeios israelenses a alvos militares e nucleares iranianos podem provocar uma guerra de “grande dimensão” no Oriente Médio.
A oposição, incluindo deputados e senadores, reagiu com veemência. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o Itamaraty não distingue entre os ataques israelenses, que visam alvos militares, e as ações do Irã, que, segundo ele, atacam civis. O Grupo Parlamentar Brasil-Israel expressou indignação com a postura do governo, enquanto o senador Carlos Viana (Podemos-MG) criticou a escolha do Palácio do Planalto em se alinhar a regimes que promovem o terror.
Reações da Oposição
A deputada Bia Kicis (PL-DF) associou a condenação do governo à decisão de Israel de fechar suas embaixadas no Brasil. Ela destacou que Lula, ao se alinhar com “ditadores e terroristas”, prejudica a imagem do país. O deputado Coronel Ulysses (União-AC) afirmou que o Brasil está se distanciando das democracias ocidentais, enquanto o deputado Messias Donato (Republicanos-ES) protocolou uma moção de repúdio à nota do Itamaraty.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também se manifestou, relembrando a recepção do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, durante seu governo. Ele enfatizou a importância das relações entre Brasil e Israel, contrastando com a atual postura do governo Lula.
Postura do Itamaraty
A nota do Itamaraty foi a primeira reação oficial do governo Lula aos ataques israelenses. O Ministério das Relações Exteriores classificou os bombardeios como uma “clara violação” da soberania iraniana e do direito internacional, instando todas as partes a exercerem contenção e a cessarem as hostilidades. Lula, que mantém relações amistosas com Teerã, enfrenta pressão de aliados para romper com Israel, especialmente em meio à escalada do conflito na Faixa de Gaza.
Entre na conversa da comunidade