A Prefeitura de São Paulo decidiu não aceitar o pedido do consórcio Plamob para continuar supervisionando as obras do túnel na Rua Sena Madureira com a Rua Domingos de Morais. A decisão foi publicada no Diário Oficial e mantêm a habilitação do Consórcio Supervisor Sema, que é formado por três empresas. O órgão deu um prazo de três dias úteis para que haja manifestações sobre a concorrência. O projeto do túnel, que começou em 2011, já causou polêmica, incluindo o corte de 172 árvores e o remanejamento de cerca de 200 famílias que vivem na área há mais de 40 anos. Além disso, a obra foi marcada por denúncias de corrupção, com a Galvão Engenharia admitindo ter pago propina, o que levou à rescisão do contrato. O atual prefeito, Ricardo Nunes, retomou o projeto após interrupções na gestão anterior.
A Prefeitura de São Paulo decidiu negar o recurso do consórcio Plamob, que buscava manter o contrato de supervisão das obras do túnel na Rua Sena Madureira com a Rua Domingos de Morais, na Vila Mariana. A decisão foi publicada no Diário Oficial e foi tomada pela Semtra (Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito) na última sexta-feira.
O despacho afirma que as empresas não apresentaram argumentos que justificassem a manutenção do contrato. Com isso, a habilitação do Consórcio Supervisor Sema foi mantida. Este consórcio é formado pelas empresas Planservi Engenharia, Bonin Engenharia e Consultoria Socioambiental e Esteio Engenharia e Aerolevantamentos. O órgão estabeleceu um prazo de três dias úteis para manifestações sobre a possível revogação da concorrência.
O projeto do túnel, iniciado em 2011, já enfrentou diversas polêmicas, incluindo o corte de 172 árvores, sendo 78 nativas e 94 exóticas. O desmatamento impacta uma área de proteção ambiental do córrego Embu-Guaçu. Além disso, cerca de 200 famílias das comunidades Sousa Ramos e Luis Alves devem ser remanejadas, após mais de 40 anos de residência no local.
A obra também foi marcada por denúncias de corrupção. Em 2018, a Galvão Engenharia, responsável pelo projeto, confessou o pagamento de propina, levando o Ministério Público a forçar a rescisão do contrato. A situação gerou preocupações sobre a gestão do atual prefeito, Ricardo Nunes, que já havia retomado o projeto após interrupções durante a gestão de Fernando Haddad.
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