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Alexandre de Moraes se encontra com deputado que o ofendeu em sessão na Câmara

Deputado Otoni de Paula se desculpa com Alexandre de Moraes e teme a perda do mandato após ofensas proferidas em 2020.

Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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O deputado Otoni de Paula, do MDB do Rio de Janeiro, se tornou réu no Supremo Tribunal Federal por ofensas ao ministro Alexandre de Moraes. Recentemente, ele se encontrou com Moraes para pedir desculpas, reconhecendo que suas palavras foram inadequadas. Otoni havia chamado Moraes de “lixo” e “canalha” em transmissões ao vivo. Durante a reunião, que durou cerca de 15 minutos, Otoni entregou uma carta manuscrita expressando arrependimento e afirmando que suas críticas futuras serão apenas institucionais, sem ofensas pessoais. Ele teme perder seu mandato devido a essas declarações. O deputado foi denunciado em 2020 por difamação e injúria, e o STF aceitou a acusação em 2023, mas ainda não há data para o julgamento. Na carta, Otoni também menciona que sua honra como político e pastor foi afetada e pede perdão, destacando os riscos que sua conduta traz para sua carreira e imagem.

Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) se reuniu com o magistrado no mês passado para pedir desculpas. O encontro ocorreu após Otoni ter chamado Moraes de “lixo”, “canalha” e outros adjetivos em transmissões ao vivo. O parlamentar teme a perda de seu mandato devido a essas declarações.

Durante a reunião, Otoni entregou uma carta manuscrita ao ministro, na qual expressa seu arrependimento e reconhece que, “tomado de forte emoção”, ultrapassou os limites ao ofender Moraes. O deputado, que na época era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro, se tornou alvo de uma decisão de Moraes que determinou a quebra do sigilo bancário de parlamentares no inquérito dos atos antidemocráticos.

Otoni de Paula relatou que o encontro durou cerca de 15 minutos e descreveu Moraes como gentil e respeitoso. Ele afirmou que, apesar de continuar a criticar decisões da Suprema Corte, essas críticas serão sempre de natureza institucional, evitando ataques pessoais. O parlamentar enfatizou que “não é bom para o diálogo democrático” ultrapassar o limite da crítica.

Contexto Legal

O deputado foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em julho de 2020 por difamação, injúria e coação. Em 2023, o STF aceitou a acusação e Otoni se tornou réu, com o relator sendo o ministro Kassio Nunes Marques. O julgamento pode resultar na perda de seu mandato, e ainda não há previsão para a decisão da Corte.

Na carta, Otoni expressa seu desejo de se redimir, afirmando que sua honra como político e pastor foi afetada pelas decisões judiciais. Ele reconhece que seu comportamento foi inaceitável e pede perdão, ressaltando os riscos que sua conduta representa para sua carreira política e sua imagem diante da família e da Igreja. O STF não se manifestou sobre o caso até o momento.

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