O ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter usado um sistema espião da Abin para monitorar adversários políticos. Ele afirmou que nunca precisou saber onde estavam seus opositores e desafiou a divulgação de quem realmente utilizou o equipamento. As declarações vieram após a Polícia Federal indicar em um relatório que ele foi o principal destinatário das ações clandestinas da Abin, que produziu informações sensíveis enviadas a ele. A investigação começou após a compra do sistema espião pela Abin em março de 2023, e o relatório menciona que 1.796 celulares foram monitorados, com mais de 30 pessoas indiciadas, incluindo o ex-diretor da Abin e o vereador Carlos Bolsonaro. A PF afirma que as anotações mostram que Bolsonaro sabia das ações ilegais, caracterizando o uso indevido dos serviços de inteligência. O ex-presidente, que está inelegível até 2030, acredita que as investigações visam barrar sua candidatura em 2024 e descreve a situação como uma narrativa para afastá-lo das eleições.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, neste sábado (21), ter utilizado um sistema espião da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos durante seu governo. Ao deixar um hospital em Brasília, onde se recuperou de um mal-estar, Bolsonaro afirmou que nunca precisou saber onde estavam seus opositores. Ele questionou a necessidade de tal monitoramento e desafiou a divulgação de quem realmente utilizou o equipamento.
As declarações de Bolsonaro surgem após a Polícia Federal indicar, em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ele foi o “principal destinatário” das ações clandestinas da Abin. O documento revela que, sob a direção de Alexandre Ramagem, a agência produziu informações sensíveis que eram frequentemente encaminhadas ao então presidente.
Investigação da PF
A investigação teve início após a revelação, em março de 2023, sobre a compra de um sistema espião pela Abin. O relatório da PF menciona que 1.796 celulares foram monitorados e mais de 30 pessoas foram indiciadas, incluindo Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. Documentos encontrados com Ramagem, endereçados a Bolsonaro, continham títulos como “Bom dia Presidente” e “Presidente TSE informa”.
A PF afirma que as anotações demonstram que Bolsonaro estava ciente das ações ilegais realizadas pela Abin, caracterizando a utilização indevida dos serviços de inteligência. O ex-presidente, que enfrenta a inelegibilidade até 2030, acredita que as investigações são parte de uma estratégia para barrar sua candidatura em 2024. Ele descreveu a situação como uma narrativa para afastá-lo das eleições.
Entre na conversa da comunidade