Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, teve sua prisão preventiva contestada no Supremo Tribunal Federal. A defesa pediu a revogação da prisão, alegando que as conversas entre Câmara e o delator Mauro Cid aconteceram antes das medidas que o proibiam de se comunicar com outros réus. O ministro Alexandre de Moraes ainda não se pronunciou sobre o pedido. Câmara foi preso em outubro de 2023, acusado de obstrução de Justiça, após tentar obter informações sigilosas sobre a delação de Cid. Ele já havia sido preso anteriormente, de janeiro a maio de 2024, por uma suposta tentativa de golpe de Estado. Após ser libertado, Câmara se comprometeu a não usar redes sociais e a não se comunicar com outros investigados. Na audiência, ele negou ter contatado Cid desde sua soltura, enquanto seu advogado argumentou que as restrições não estavam em vigor durante os diálogos. A defesa aguarda a decisão do STF, enquanto as investigações continuam.
O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Câmara, teve sua prisão preventiva contestada pela defesa no Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação foi protocolada após Câmara ser detido novamente em 18 de outubro de 2023, acusado de obstrução de Justiça. O ministro Alexandre de Moraes justificou a prisão ao considerar que Câmara tentava interferir nas investigações ao buscar informações sigilosas sobre a delação do tenente-coronel Mauro Cid.
A defesa argumenta que as conversas entre Câmara e Cid ocorreram antes da imposição de medidas cautelares, que incluem a proibição de contato com outros réus. O advogado Eduardo Kuntz afirmou que não havia restrições durante os diálogos, que teriam ocorrido entre janeiro e março de 2024. Kuntz também destacou que foi ele quem se comunicou com Cid, não seu cliente.
Detalhes da Prisão
Câmara já havia sido preso anteriormente, entre janeiro e maio de 2024, em um caso relacionado a uma suposta tentativa de golpe de Estado. Após sua libertação, ele se comprometeu a seguir diversas medidas, como não utilizar redes sociais e não se comunicar com outros investigados. A nova prisão foi motivada pela revelação de que Kuntz teria tentado obter informações sobre a delação de Cid, o que levou Moraes a considerar que Câmara estava descumprindo as condições de liberdade.
Na audiência de custódia, Câmara negou ter mantido contato com Cid desde sua soltura. O advogado Kuntz, por sua vez, solicitou a revogação da prisão, argumentando que as restrições não estavam em vigor durante os contatos com Cid. A situação continua a se desenrolar, com desdobramentos que podem impactar as investigações em curso sobre a trama golpista.
A defesa de Câmara aguarda a manifestação do STF sobre o pedido de revogação da prisão, enquanto as investigações seguem em andamento. O caso levanta questões sobre os limites da atuação da defesa e a interpretação das medidas cautelares impostas pelo Supremo.
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