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Polícia finaliza inquérito e indiciam ex-diretor do clube Vai de Bet

Investigação revela que contrato de patrocínio do Corinthians desviou recursos para campanhas políticas e crime organizado.

Patrocínio da Vai de Bet na camisa do Corinthians, em 2024 (Foto: Ettore Chiereguini/Agif)
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A Polícia Civil de São Paulo terminou a investigação sobre fraudes no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a empresa Vai de Bet, indiciando Yun Ki Lee, ex-diretor jurídico do clube, por omissão imprópria. O relatório revelou que a empresa Rede Social Media Design foi usada para desviar recursos, ligando o esquema a campanhas políticas internas e ao crime organizado. Yun Ki Lee sabia das irregularidades da empresa, mas não tomou providências para impedir o contrato. Parte do dinheiro do patrocínio foi direcionada para financiar a campanha de Augusto Melo à presidência do clube. O Ministério Público agora terá 15 dias para analisar o caso e decidir se fará novas denúncias. A investigação também descobriu que os recursos desviados foram enviados para uma empresa ligada ao PCC e que havia uma rede de empresas de fachada envolvidas. A Polícia Civil planeja realizar novas investigações sobre a possível conexão do crime organizado com o desvio de verbas do Corinthians.

A Polícia Civil de São Paulo finalizou o inquérito sobre fraudes no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a empresa Vai de Bet, indiciando Yun Ki Lee, ex-diretor jurídico do clube, por omissão imprópria. O relatório, divulgado nesta segunda-feira, revelou que a empresa intermediária, Rede Social Media Design, foi utilizada para desvio de recursos, conectando o esquema a campanhas políticas internas e ao crime organizado.

O inquérito apontou que Yun Ki Lee, mesmo ciente de inconsistências cadastrais da Rede Social Media Design, não tomou medidas para impedir a assinatura do contrato. Ele assumiu a responsabilidade pelo chamado ‘background check’ da empresa, uma função que deveria ser de outro setor do clube. A investigação concluiu que Yun se omitiu deliberadamente diante das irregularidades.

Além disso, o relatório indicou que a Rede Social Media Design, de Alex Cassundé, foi inserida no negócio para facilitar o desvio de recursos do Corinthians. Parte do valor do contrato, que seria pago em 36 parcelas, foi direcionada para financiar a campanha de Augusto Melo à presidência do clube. Em 22 de maio, Melo e outros três ex-dirigentes foram indiciados, incluindo Marcelo Mariano e Sérgio Moura.

Desdobramentos da Investigação

O Ministério Público terá um prazo de 15 dias para analisar a investigação e decidir sobre possíveis denúncias ou novas diligências. A apuração financeira revelou que recursos desviados foram enviados à empresa UJ Football Talent, associada ao PCC. O inquérito também identificou uma rede de empresas de fachada, algumas ligadas a organizações criminosas.

Os investigadores levantaram suspeitas de que o patrocínio foi utilizado como uma fonte oculta de recursos eleitorais dentro do Corinthians. Diante da gravidade das evidências, a Polícia Civil anunciou que novas investigações específicas serão realizadas para aprofundar a possível atuação do crime organizado no esquema de desvio de verbas do clube paulista.

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