O general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid participaram de uma acareação no Supremo Tribunal Federal, relacionada a uma investigação sobre um suposto golpe. A defesa de Braga Netto criticou a falta de gravação do evento, alegando que isso violou os direitos da defesa. O advogado de Braga Netto, José de Oliveira Lima, afirmou que o general chamou Cid de mentiroso em várias ocasiões e que essa interação deveria ter sido registrada. Ele também questionou a credibilidade de Cid, que apresentou versões diferentes sobre a entrega de dinheiro para um plano chamado Punhal Verde e Amarelo. Braga Netto, que está preso preventivamente, voltou ao Rio de Janeiro após a audiência, usando tornozeleira eletrônica e sem poder se comunicar com ninguém além de seu advogado. A acareação durou cerca de 1h30, foi fechada à imprensa e registrada apenas em ata, o que deixou a defesa insatisfeita. O advogado planeja informar a Ordem dos Advogados do Brasil sobre a suposta violação das prerrogativas da advocacia.
O general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid participaram de uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 24. O evento, que faz parte de uma investigação sobre uma suposta trama golpista, gerou polêmica devido à ausência de gravações do procedimento.
Durante a audiência, a defesa de Braga Netto, representada pelo advogado José de Oliveira Lima, criticou a falta de registro em vídeo e áudio, alegando violação das prerrogativas da defesa. O advogado afirmou que o general chamou Cid de mentiroso em duas ocasiões, ressaltando que essa interação deveria ter sido documentada. “É inaceitável que uma audiência desse peso não tenha sido registrada”, declarou Lima.
A defesa também questionou a credibilidade de Cid, que, como delator, apresentou versões contraditórias sobre a entrega de dinheiro para o plano Punhal Verde e Amarelo. Lima destacou que Cid mencionou diferentes locais para a suposta entrega, o que levanta dúvidas sobre a veracidade de seu depoimento. “Como um depoimento tão frágil pode embasar um processo dessa gravidade?”, indagou o advogado.
Braga Netto, que está preso preventivamente em uma unidade militar no Rio de Janeiro, retornou à capital fluminense após a audiência, utilizando tornozeleira eletrônica. Ele está proibido de manter contato com qualquer pessoa além de seu advogado durante o deslocamento.
A acareação, que durou cerca de 1h30, foi fechada à imprensa e registrada apenas em ata, o que gerou descontentamento na defesa. O advogado anunciou que pretende comunicar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre a suposta violação das prerrogativas da advocacia. O desdobramento desse caso continua a ser monitorado de perto, à medida que novas informações surgem.
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