A COP30 acontecerá em novembro em Belém, sendo a primeira na Amazônia e a primeira em um país democrático após quatro anos. Apesar de 71% dos brasileiros não conhecerem o evento, 87% acreditam que as mudanças climáticas são causadas por ações humanas. Isso mostra que as empresas têm uma chance de se destacar, especialmente em um cenário onde a confiança no governo é baixa, já que 53% da população não confia em ações governamentais a longo prazo. As empresas precisam se preparar para desafios logísticos e sociais, como protestos e infraestrutura limitada. Para aquelas que não têm uma base sólida em transparência e práticas sustentáveis, é melhor focar em melhorias internas. Já as empresas preparadas devem ver a participação como uma chance de se posicionar como líderes nas discussões sobre clima. Um bom planejamento é essencial, incluindo entender as expectativas do público e manter uma comunicação clara. A participação na COP30 deve ser uma oportunidade para mostrar soluções e inovações, garantindo visibilidade e proteção da reputação.
A COP30, marcada para novembro em Belém, será a primeira realizada na Amazônia e a primeira em um país democrático após quatro anos. O evento surge em um contexto de crescente preocupação com as mudanças climáticas e a reputação das empresas.
Uma pesquisa recente do Instituto Ideia revelou que 71% dos brasileiros desconhecem a COP30, mas 87% reconhecem que a ação humana é responsável pelas mudanças climáticas. Essa discrepância representa uma oportunidade para as empresas, que podem atuar em áreas onde a confiança governamental é baixa.
A participação no evento é vista como crucial. Cila Schulman, gestora de crise e reputação, destaca que a presença das marcas em Belém pode ser um teste decisivo para seu compromisso ambiental. A pesquisa também aponta que 53% da população não confia em ações governamentais a longo prazo, o que abre espaço para o setor privado.
Desafios e Oportunidades
As empresas devem estar cientes dos desafios logísticos e sociais que podem surgir, como protestos e a infraestrutura limitada da cidade. Navegar nesse cenário exige planejamento e agilidade. Para aquelas que não possuem bases sólidas em transparência e ESG, a recomendação é focar na melhoria interna ao invés de participar do evento.
Por outro lado, empresas preparadas devem considerar a participação como uma oportunidade de protagonismo. A COP30 será um ponto focal nas discussões climáticas, e a ausência pode resultar em perda de influência e oportunidades de parcerias.
Estratégias para Participação
Um planejamento robusto é essencial. As empresas devem realizar um diagnóstico aprofundado, entendendo as expectativas de stakeholders e a percepção pública. Engajamento legítimo e iniciativas de longo prazo são fundamentais para evitar o superficial.
A comunicação deve ser clara e transparente, com mensagens alinhadas e porta-vozes preparados. Um plano de gestão de reputação deve incluir monitoramento de mídias e protocolos de resposta a crises. A participação na COP30 deve ser vista como uma vitrine de soluções e inovação, promovendo um legado autêntico e mensurável.
Agir antecipadamente é uma vantagem estratégica, garantindo visibilidade e proteção da reputação. A COP30 representa um divisor de águas, onde a omissão pode ter consequências significativas.
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