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PT barra candidatura de deputada em eleição em Minas Gerais

Direção nacional do PT impede candidatura de Dandara Tonantzin, acirrando disputa interna em Minas Gerais e gerando reações entre aliados.

Dandara (PT-MG) — Foto: Reprodução
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A disputa pela presidência do diretório estadual do PT em Minas Gerais ficou mais intensa com a decisão da direção nacional do partido de barrar a candidatura da deputada Dandara Tonantzin. O motivo foi uma dívida de campanha de R$ 130 mil que, segundo o partido, não foi paga. Dandara afirma que o valor foi devolvido pelo banco e que não percebeu o erro. Essa decisão gerou reações entre seus aliados, que acreditam que é uma estratégia para enfraquecer o deputado Reginaldo Lopes, que apoia Dandara. Gleide Andrade, atual tesoureira nacional do PT, busca manter sua influência e já negociou apoio com o ex-ministro Edinho Silva, que é favorito para a presidência nacional do partido. Aliados de Dandara criticam a exclusão dela, dizendo que isso prejudica a democracia interna. A rivalidade entre Lopes e o deputado Rogério Correia, que apoia outra candidata, também aumentou, com Correia comemorando a saída de Dandara da disputa. Essa tensão é resultado de um racha que se tornou evidente após as eleições municipais do ano passado.

A disputa pela presidência do diretório estadual do PT em Minas Gerais se intensificou nesta segunda-feira (23), com a decisão da direção nacional do partido de barrar a candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin. A justificativa para a medida foi uma dívida de campanha de R$ 130 mil que, segundo o partido, não foi quitada. Dandara, por sua vez, alega que o valor foi devolvido automaticamente pelo banco e que não percebeu o erro técnico.

A decisão gerou reações acaloradas entre os aliados da deputada, que veem a ação como uma estratégia política para enfraquecer a ala ligada ao deputado federal Reginaldo Lopes, principal apoiador de Dandara. Lopes e Gleide Andrade, atual tesoureira nacional do PT, estão em um embate interno, com Gleide buscando manter sua influência na estrutura partidária e assegurar sua permanência no cargo.

Conflito de Interesses

Gleide Andrade, que é mineira e tem forte influência no partido, tenta garantir a maioria entre os presidentes estaduais, incluindo o de Minas Gerais, para consolidar sua posição na nova direção nacional, que deve ser definida até o final do ano. Recentemente, ela negociou apoio com o ex-ministro Edinho Silva, que é favorito para assumir a presidência nacional do PT após a desistência do vice-presidente Washington Quaquá.

Aliados de Dandara afirmam que sua exclusão da disputa enfraquece a democracia interna do partido. Reginaldo Lopes declarou que um erro técnico bancário não deve impedir a livre escolha do próximo presidente do PT em Minas Gerais. A decisão da executiva nacional provocou desconforto e trocas de farpas entre lideranças mineiras.

Reações e Rivalidades

Nos bastidores, a rivalidade entre Lopes e o deputado federal Rogério Correia, que apoia a deputada estadual Leninha para a presidência do PT-MG, se intensificou. Correia chegou a comemorar a saída de Dandara da disputa em grupos de WhatsApp, enquanto Lopes expressou sua insatisfação com a postura do correligionário. Essa tensão remonta a um racha que se tornou público após as eleições municipais do ano passado, quando Lopes foi criticado por apoiar um candidato do PSD na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte.

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