A juíza Mirela Erbisti, da 4ª Vara de Fazenda Pública, decidiu que o Estado do Rio de Janeiro deve pagar indenização por danos morais e pensão aos filhos de um ajudante de pedreiro que foi morto na Operação policial no Jacarezinho, em 2021. Essa operação foi a mais letal da história do estado, com 28 mortes. A juíza destacou que não havia provas ligando a vítima a confrontos com a polícia. O ajudante foi atingido enquanto saía de casa para comprar pão, deixando uma esposa e dois filhos pequenos. Ela também criticou o tratamento dado aos corpos das vítimas, que foram arrastados e empilhados em veículos blindados, o que chocou os familiares. O advogado da família, João Tancredo, afirmou que a condenação é um passo importante contra a violência policial nas comunidades e que as famílias das vítimas enfrentam a criminalização de seus entes queridos. Ele ressaltou que a paz não pode ser alcançada por meio da barbárie.
A juíza Mirela Erbisti, da 4ª Vara de Fazenda Pública, determinou que o Estado do Rio de Janeiro pague indenização por danos morais e pensão aos filhos de um ajudante de pedreiro que foi morto durante a Operação policial no Jacarezinho, em 2021. Essa operação, a mais letal da história do estado, resultou em 28 mortes. A decisão foi baseada na falta de evidências que ligassem a vítima a confrontos com a polícia.
O ajudante de pedreiro foi atingido por disparos enquanto saía de casa para comprar pão, deixando esposa e dois filhos pequenos. A juíza também criticou o tratamento dado aos corpos das vítimas, que foram arrastados pelas ruas e empilhados em veículos blindados, conforme relatos de testemunhas. Essa cena chocante permanece na memória dos familiares, gerando grande comoção.
Para o advogado João Tancredo, que representa a família, a condenação do Estado é um passo significativo contra a normalização da violência policial nas comunidades. Ele afirmou que, diante da rotina de mortes, as famílias das vítimas enfrentam ainda a criminalização de seus entes queridos. A decisão judicial, segundo Tancredo, busca mostrar que a paz não será alcançada por meio da barbárie.
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