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Servidores da Abin aprovam greve e pedem afastamento de diretor-geral na Justiça

Servidores da Abin pedem afastamento de Luiz Fernando Corrêa e indicam greve, em resposta a indiciamentos e falta de diálogo com o governo.

Sede da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) localizada em Brasília (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) decidiram entrar com uma ação judicial para afastar o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, após uma assembleia que também aprovou um indicativo de greve. Essa crise interna se agravou com indiciamentos da cúpula da Abin pela Polícia Federal, que investiga uma estrutura paralela de espionagem durante o governo de Jair Bolsonaro. Corrêa é um dos indiciados e enfrenta acusações que ele nega. Os servidores estão insatisfeitos com as acusações e pedem mais diálogo com o governo, além de abordarem problemas como assédio e vazamentos de dados. Com o indicativo de greve, a Intelis, que representa os profissionais de inteligência, planeja apresentar reivindicações ao governo e, se não houver resposta, convocar uma nova assembleia para discutir ações mais firmes. Eles também expressaram preocupações sobre a falta de comunicação com o governo e o controle de informações sigilosas, que estão nas mãos de outras partes do Executivo. A investigação começou após a descoberta do uso de um software espião para monitorar adversários políticos sem autorização. A pressão para a demissão de Corrêa aumentou, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que pretende mantê-lo no cargo.

Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) decidiram, nesta terça-feira, 24, mover uma ação judicial para solicitar o afastamento do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. A medida foi aprovada em assembleia e vem acompanhada de um indicativo de greve, refletindo a crise interna que a agência enfrenta.

A crise se intensificou após indiciamentos da cúpula da Abin pela Polícia Federal, que investiga uma estrutura paralela de espionagem durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Corrêa é um dos indiciados, enfrentando acusações de embaraço à investigação, prevaricação e coação, todas negadas por ele.

Os servidores expressaram indignação com as acusações, classificando-as como “graves” e “inaceitáveis”. A diretoria executiva da Intelis, que representa os profissionais de inteligência, afirmou que a decisão de reagir é um reflexo da “degradação geral da Abin”. Além do afastamento de Corrêa, os servidores exigem maior diálogo com o governo e abordam questões como assédio institucional e vazamentos de dados sigilosos.

Indicativo de Greve

Com o indicativo de greve aprovado, a Intelis apresentará um conjunto de reivindicações formais ao governo. Caso não haja uma resposta satisfatória dentro do prazo estipulado, uma nova assembleia será convocada para discutir ações mais incisivas, como a adoção de operação padrão e a possibilidade de paralisação.

Os servidores também manifestaram preocupações sobre a falta de diálogo com o governo e a paralisia de funções estratégicas. Além disso, há receios sobre o controle de informações sigilosas, atualmente sob responsabilidade de outras instâncias do Executivo, como a Polícia Federal e o Ministério da Justiça.

A investigação sobre a chamada “Abin paralela” começou após a revelação do uso do software espião FirstMile, que teria sido utilizado para monitorar adversários políticos sem autorização judicial. Desde que as acusações contra Corrêa foram divulgadas, a pressão por sua demissão aumentou, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que pretende mantê-lo no cargo.

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