Roberval de Andrade, empresário e piloto da Copa Truck, foi preso pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de vazamento de informações sigilosas da Polícia Civil de São Paulo. Ele é acusado de usar documentos falsos para tentar recuperar um helicóptero apreendido. Roberval, que tem 54 anos e já ganhou quatro títulos na Copa Truck, ocupa atualmente a nona posição no campeonato. A operação, chamada de Operação Augusta, também resultou na prisão de dois policiais civis que supostamente recebiam propinas para arquivar processos e divulgar informações confidenciais. Roberval teria pago R$ 1 milhão em um contrato de compra de um helicóptero avaliado em R$ 10 milhões. A investigação começou após delações de um empresário assassinado em 2024. Além de Roberval, outros suspeitos foram detidos por extorsão e corrupção, e bens no valor de R$ 12 milhões foram bloqueados. A equipe de Roberval afirmou que aguarda o desenrolar das investigações e reafirmou a presunção de inocência do piloto. A defesa dele está se informando sobre o caso, enquanto a Polícia Federal e o Ministério Público continuam as investigações.
O empresário e piloto da Copa Truck, Roberval de Andrade, foi preso hoje pela Polícia Federal em uma operação que investiga um esquema de vazamento de informações sigilosas da Polícia Civil de São Paulo. A prisão ocorreu em meio a suspeitas de que ele utilizou documentos falsos para tentar restituir um helicóptero apreendido.
Com 54 anos, Roberval é um nome conhecido no automobilismo, tendo conquistado quatro títulos na Copa Truck, sendo três individuais e um coletivo. Atualmente, ele ocupa a nona posição no campeonato, com 59 pontos. A próxima etapa da competição está marcada para os dias 11 a 13 de julho, em Cascavel (PR).
Detalhes da Operação
A investigação, chamada de Operação Augusta, também resultou na prisão de dois policiais civis. Os detidos são suspeitos de favorecer ilegalmente pessoas em inquéritos, recebendo propinas para arquivar processos e divulgar informações sigilosas. Roberval é acusado de ter pago R$ 1 milhão em um termo de compra e venda de um helicóptero avaliado em R$ 10 milhões.
A operação foi desencadeada após delações do empresário Vinícius Gritzbach, que foi assassinado em 2024. Além de Roberval, outros dois suspeitos, incluindo o investigador Marcelo Bombom, foram presos por extorsão e corrupção. Bens avaliados em R$ 12 milhões foram bloqueados durante a ação.
Reações e Consequências
A equipe de Roberval, a ASG MotorSport, declarou que aguarda o desenrolar das investigações e reafirmou a presunção de inocência do piloto. A defesa de Roberval informou que está se inteirando do caso. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Região Metropolitana, visando outros envolvidos.
Os detidos enfrentam acusações de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa. A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo seguem à frente das investigações, que já resultaram em prisões anteriores relacionadas ao caso.
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