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Haddad afirma que presidente não pode abrir mão do IOF se houver usurpação

Lula pode acionar o STF se a AGU confirmar usurpação de prerrogativas do Executivo na derrubada do IOF pelo Congresso.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em audiência na Câmara (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
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O presidente Lula pediu à Advocacia-Geral da União um parecer sobre a derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras no Congresso, questionando se isso usurpa as funções do Executivo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que, se a AGU achar que houve usurpação, Lula deve levar o caso ao Supremo Tribunal Federal, pois a Constituição dá ao Executivo o controle sobre o IOF. Haddad afirmou que o presidente não pode abrir mão de sua autoridade e que tanto o Congresso quanto o Executivo devem respeitar suas funções. Ele também comentou que a consulta de Lula à AGU é normal e que, em caso de dúvidas sobre a alíquota do IOF, o melhor é buscar a ajuda do Judiciário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) um parecer sobre a derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no Congresso. A questão central é se um decreto legislativo usurpa prerrogativas do Executivo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, caso a AGU conclua que houve usurpação, Lula deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Haddad destacou que a Constituição é clara ao atribuir ao Executivo a competência sobre o IOF e que o presidente tem a obrigação de defender essa prerrogativa.

Em entrevista à GloboNews, Haddad enfatizou que, se a AGU entender que houve violação, Lula não pode abrir mão de sua autoridade, pois jurou cumprir a Constituição Federal. Ele ressaltou que tanto o Congresso quanto o Executivo devem respeitar suas prerrogativas.

Haddad também comentou sobre a consulta feita por Lula, afirmando que não há motivo para que isso cause descontentamento. Ele sugeriu que, diante de dúvidas jurídicas sobre a definição da alíquota do IOF, o caminho correto é buscar a orientação do Judiciário.

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