A Justiça da Argentina decidiu suspender a eliminação do “Dia do Trabalhador estatal”, que homenageava os servidores públicos, após um recurso da ATE. Essa decisão impede a aplicação de um decreto do governo de Javier Milei, que queria acabar com o feriado, celebrado em 27 de junho. Milei, que tem uma agenda ultraliberal, comemorou a proposta de eliminar o feriado em um discurso, sem mencionar a suspensão. Ele acredita que os servidores não devem ter privilégios em relação aos trabalhadores do setor privado. O feriado foi criado em 2013 durante o governo de Cristina Kirchner. O porta-voz do governo chamou o feriado de símbolo do “culto ao estatismo” e o ministro de Desregulação afirmou que mantê-lo custava cerca de 11 bilhões de pesos. Nos últimos 18 meses, o governo de Milei cortou cerca de 50 mil empregos públicos e, apesar de ter alcançado um superávit orçamentário em 2024, a insatisfação popular cresce com protestos por melhores condições de trabalho e recursos para a educação.
A Justiça argentina decidiu suspender a eliminação do “Dia do Trabalhador estatal”, feriado que homenageava os servidores públicos, em resposta a um recurso da ATE (Associação de Trabalhadores do Estado). A medida foi anunciada na quinta-feira, 26 de junho, e impede a aplicação de um decreto presidencial assinado pelo governo de Javier Milei, que visava suprimir a data, celebrada em 27 de junho.
Milei, que tem promovido uma agenda ultraliberal, celebrou a decisão de eliminar o feriado em um discurso na cidade de La Plata, sem mencionar a suspensão judicial. O presidente argumentou que os servidores públicos não devem ter privilégios em relação aos trabalhadores do setor privado, que, segundo ele, são os verdadeiros responsáveis pelo pagamento dos salários.
O “Dia do Trabalhador estatal” foi instituído em 2013 durante o governo de Cristina Kirchner, atual líder da oposição. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, descreveu o feriado como um símbolo do “culto ao estatismo”, que, segundo ele, deve ser superado. O ministro de Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, estimou que a manutenção do feriado custava cerca de 11 bilhões de pesos à administração pública.
Nos últimos 18 meses, o governo de Milei eliminou aproximadamente 50 mil empregos públicos em sua tentativa de reduzir o tamanho do Estado. Em meio a essas reformas, a Argentina registrou em 2024 seu primeiro superávit orçamentário anual em 14 anos. Contudo, a insatisfação popular cresce, com protestos de professores, estudantes e sindicatos exigindo melhores condições de trabalho e recursos para a educação.
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