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PSOL aciona Supremo para contestar revogação do decreto do IOF

PSol questiona no STF a revogação do decreto do IOF, alegando inconstitucionalidade e risco à arrecadação fiscal do governo.

Votação na Câmara da proposta que suspendeu aumento de IOF. Na foto: Deputados da Direita comemorando votação. (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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O PSol entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para contestar a revogação de um decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. O Congresso aprovou essa revogação com 383 votos a favor e 98 contra, e o partido acredita que essa decisão é inconstitucional, pois interfere na separação de poderes. O decreto tinha como objetivo aumentar a arrecadação em 10 bilhões de reais. O governo, que pensou em levar a questão para a Justiça, decidiu tentar dialogar com os deputados responsáveis pela votação. A Advocacia-Geral da União também está analisando as consequências legais da revogação. O PSol argumenta que essa mudança pode causar incertezas fiscais e pede uma medida cautelar para restaurar o decreto. A presidente do PSol criticou a decisão, dizendo que ela beneficia os mais ricos e prejudica os mais pobres. A situação mostra a dificuldade do governo em lidar com a questão da arrecadação. O STF deve se pronunciar rapidamente, já que a questão do IOF é importante para a gestão fiscal do país.

O PSol protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 27, para contestar a revogação do decreto que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão do Congresso, tomada na quarta-feira, 25, é considerada inconstitucional pelo partido, que argumenta que a medida compromete a separação de poderes.

A revogação do decreto, que visava aumentar a arrecadação em 10 bilhões de reais, foi aprovada em uma votação expressiva, com 383 votos a favor e 98 contra na Câmara. O PSol alega que a intervenção do Legislativo na política fiscal do Executivo ultrapassa suas competências e prejudica a implementação de políticas públicas necessárias.

O Palácio do Planalto, que discutiu a possibilidade de judicializar a questão, optou por buscar diálogo com os responsáveis pela votação, os deputados Hugo Motta e Davi Alcolumbre. A Advocacia-Geral da União (AGU) também está avaliando as implicações jurídicas da revogação, enquanto o governo enfrenta pressões para recompor a receita orçamentária.

Implicações da Revogação

A ação do PSol destaca que a revogação do decreto pode gerar um cenário de incerteza fiscal, com possíveis litígios tributários em massa. Os advogados do partido pedem uma medida cautelar para restabelecer os efeitos do decreto do governo, argumentando que a decisão do Congresso não apresentou fundamentos técnicos que justificassem a alegação de “exorbitância do poder regulamentar”.

A presidente do PSol, Paula Coradi, criticou a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo, afirmando que favorece os mais ricos e prejudica a população mais vulnerável. A situação expõe a fragilidade da articulação política do governo, que busca alternativas para lidar com o impacto da revogação na arrecadação.

A expectativa é que o STF se posicione rapidamente sobre o caso, dada a relevância da questão do IOF para a gestão fiscal do país. A análise da legalidade da revogação e suas consequências econômicas será crucial para o desdobramento desse embate entre os poderes.

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