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Veterano condecorado é obrigado a deixar os EUA após pressão do governo Trump

Veterano Sae Joon Park enfrenta deportação após quase 50 anos nos EUA, gerando mobilização por sua permanência no país.

Sae Joon Park, veterano condecorado nos EUA que se 'autodeportou' para a Coreia do Sul (Foto: Reprodução/Facebook)
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Sae Joon Park, um veterano do Exército dos EUA, foi forçado a deixar o país após quase 50 anos vivendo legalmente nos Estados Unidos. Ele chegou ao país com 7 anos e serviu na invasão do Panamá em 1989. Recentemente, enfrentou uma ordem de deportação devido a problemas com drogas e um histórico de transtorno pós-traumático. O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA notificou Park que ele seria deportado, a menos que deixasse o país por conta própria. Ele expressou sua tristeza, lembrando que lutou pelo país. Após se despedir da família no Havai, Park retornou à Coreia do Sul, preocupado em não ver novamente sua mãe de 85 anos, que tem demência. Sua situação gerou apoio, com uma petição online pedindo a reabertura de seu caso. A subsecretária de Segurança Interna disse que o histórico criminal de Park foi um fator importante na decisão de deportação, refletindo políticas migratórias rigorosas que afetaram até veteranos.

Veterano do Exército dos Estados Unidos, Sae Joon Park, foi forçado a deixar o país após quase 50 anos de residência legal. Natural da Coreia do Sul, Park chegou aos EUA com apenas 7 anos e se alistou após o ensino médio, participando da invasão do Panamá em 1989. Recentemente, ele enfrentou uma ordem de deportação devido a condenações relacionadas ao uso de drogas.

Em junho, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) notificou Park de que ele seria detido e deportado, a menos que deixasse o país voluntariamente. “É inacreditável, é o país pelo qual lutei,” afirmou Park, que desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático durante seu serviço militar e acabou se envolvendo com drogas. Ele foi preso em 2009 por tentativa de compra de crack e, ao não comparecer a uma audiência, perdeu a chance de se tornar cidadão americano.

Um juiz havia determinado sua deportação, mas permitiu que ele permanecesse no país sob supervisão do ICE. No entanto, a situação mudou e Park decidiu se despedir de sua família em Havai antes de retornar à Coreia do Sul. Ele expressou preocupação em não ver novamente sua mãe de 85 anos, que enfrenta demência, e lamentou não estar presente em momentos importantes da vida de seus filhos.

Mobilização e Apoio

A situação de Park gerou uma mobilização significativa, com apoiadores criando uma petição online que já conta com quase mil assinaturas. O documento pede a reabertura de seu caso criminal e a anulação das condenações que impedem seus advogados de contestar a deportação. “É muito triste ter sido removido de casa,” escreveu Park em uma mensagem nas redes sociais, refletindo sobre sua jornada e as memórias construídas nos EUA.

A subsecretária de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, destacou que o histórico criminal de Park, que inclui várias condenações, foi determinante para a ordem de deportação. A situação dele se insere em um contexto mais amplo de políticas migratórias rigorosas implementadas durante o governo de Donald Trump, que afetaram até mesmo veteranos com histórico militar.

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