Jair Bolsonaro e seus apoiadores fizeram um ato na Avenida Paulista no dia 8 de outubro, com o tema “Justiça Já”. O evento, organizado pelo pastor Silas Malafaia, teve menos participantes do que em outras manifestações. O foco foi o julgamento no Supremo Tribunal Federal, especialmente a delação de Mauro Cid, que foi criticada por Bolsonaro. Apenas três governadores estiveram presentes, e Malafaia disse que a quantidade de pessoas não importa, pois o ato é para “marcar posição”. A proposta de anistia para quem participou de atos antidemocráticos enfrenta dificuldades no Congresso e tem pouca aceitação popular. Durante o evento, houve críticas ao STF e menções à necessidade de derrotar o presidente Lula nas próximas eleições. O senador Flávio Bolsonaro falou sobre uma suposta perseguição política contra seu pai. Os governadores também criticaram o governo Lula, e o presidente do PL pediu a união dos governadores em uma estratégia política futura. O ato teve características de um comício eleitoral e mostra a mobilização de Bolsonaro em um momento de tensão política, enquanto o STF continua suas investigações sobre os eventos de janeiro.
Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores realizaram um ato na Avenida Paulista neste domingo, 8 de outubro, sob o lema “Justiça Já”. O evento, organizado pelo pastor Silas Malafaia, teve início por volta das 14h e reuniu um público menor em comparação a manifestações anteriores. O foco principal foi o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente a delação de Mauro Cid, criticada por Bolsonaro e seus aliados.
A presença de governadores foi reduzida, com apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Jorginho Mello (PL-SC) e Romeu Zema (Novo-MG) marcando presença. Malafaia minimizou a importância da quantidade de participantes, afirmando que o ato é uma forma de “marcar posição”. No entanto, a proposta de anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos enfrenta resistência no Congresso, com pouca adesão popular.
Críticas ao STF e Mobilização Política
Os discursos durante o ato abordaram críticas ao STF e mencionaram a necessidade de derrotar o presidente Lula nas eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu pai enfrenta uma “inquisição” e que há uma perseguição política em curso. Ele destacou que a Justiça está inclinada a condenar alvos pré-escolhidos, referindo-se aos processos que envolvem Bolsonaro e seus aliados.
Além disso, o evento serviu como palanque para possíveis candidatos ao Senado, como os deputados Zucco (PL-RS) e Marco Feliciano (PL-SP). O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e Silas Malafaia foram os mais críticos ao STF, apresentando gravações de ministros da corte, enquanto o público reagiu com gritos de “comunista”.
Governadores e Futuras Estratégias
Os governadores presentes também aproveitaram a oportunidade para criticar o governo Lula. Tarcísio de Freitas afirmou que “o Brasil não aguenta mais o PT” e que as políticas de Bolsonaro foram descartadas em menos de três anos. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, clamou pela volta de Bolsonaro, destacando a importância da união entre os governadores em torno de uma estratégia política futura.
O ato, que teve características de um comício eleitoral, reflete a mobilização de Bolsonaro e seus apoiadores em um momento de tensão política, enquanto o STF continua suas investigações sobre os eventos de janeiro.
Entre na conversa da comunidade