- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 no Palácio do Planalto.
- O plano destina R$ 89 bilhões para a agricultura familiar, um aumento em relação aos R$ 76 bilhões do ciclo anterior.
- A Frente Parlamentar da Agropecuária não foi convidada para o evento, refletindo o distanciamento entre o governo e o setor agropecuário.
- O governo elevou o limite para a compra de máquinas menores de R$ 50 mil para R$ 100 mil, com juros de 2,5% ao ano.
- Um novo plano para a agricultura empresarial, que será apresentado em breve, destina R$ 516,2 bilhões, um aumento de 1,5% em relação ao ciclo anterior.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira (30), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 no Palácio do Planalto. O evento, que visa fortalecer a agricultura familiar e a soberania alimentar, ocorreu sem a presença da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que não foi convidada. A ausência da FPA, que representa um setor majoritariamente alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, evidencia o distanciamento entre o governo e o agronegócio.
O plano destina R$ 89 bilhões para a agricultura familiar, um aumento em relação aos R$ 76 bilhões do ciclo anterior. Desses, R$ 78,2 bilhões são direcionados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O governo também elevou o limite para a compra de máquinas menores de R$ 50 mil para R$ 100 mil, com juros de 2,5% ao ano. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa será de 5%.
Distanciamento com o Setor Agropecuário
A ausência da FPA no lançamento do plano reflete um clima tenso entre o governo e o setor agropecuário. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, não recebeu convite, e muitos parlamentares estavam em compromissos fora de Brasília. O evento de terça-feira (1º), que apresentará o plano voltado a médios e grandes produtores, também não contará com a presença da bancada do agro.
Ministros como Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Fernando Haddad (Fazenda) participaram do evento. Haddad criticou a gestão anterior por não ter reajustado a tabela do Imposto de Renda, afirmando que isso resultou em um aumento indireto de impostos para os trabalhadores. O governo busca, com suas propostas, beneficiar milhões de brasileiros que podem deixar de pagar impostos.
Expectativas e Críticas
A expectativa é que as críticas da FPA se intensifiquem, especialmente em relação à falta de diálogo com o governo. O novo plano para a agricultura empresarial, que será apresentado em breve, destina R$ 516,2 bilhões, um aumento de 1,5% em relação ao ciclo anterior. O cenário atual sugere um desafio para o governo, que tenta equilibrar as demandas da agricultura familiar e do agronegócio em meio a um ambiente político conturbado.
Entre na conversa da comunidade