A Machonaria Nacional de Homens, criada por Anderson Silva em 2021, está passando por uma crise após a saída de 18 líderes em maio. Eles acusam a organização de falta de transparência financeira e de decisões tomadas apenas por Anderson. Os ex-líderes afirmam que houve desvio de recursos e que a Machonaria acumula dívidas. Um ex-integrante disse que Anderson usou doações de forma inadequada, desviando dinheiro que deveria ajudar uma família em situação de rua. Anderson defende sua gestão, alegando que suas ações foram motivadas por amor e que priorizou ajudar pessoas necessitadas. No entanto, os ex-membros criticam essa justificativa, dizendo que a gestão foi desorganizada e sem prestação de contas. Eles relataram que Anderson fez transferências de grandes quantias para outras igrejas enquanto a Machonaria enfrentava dívidas. Apesar das acusações, Anderson não pretende levar o caso à justiça e deixou a questão nas mãos de Deus, sem apresentar documentos que comprovem sua versão. Os ex-líderes pedem uma prestação de contas clara sobre a situação financeira da Machonaria, que, segundo eles, gerou uma dívida superior a 500 mil reais.
A Machonaria Nacional de Homens, fundada por Anderson Silva em 2021, enfrenta uma grave crise após a renúncia de 18 líderes em maio. A organização, que se propõe a promover o “resgate da masculinidade bíblica”, é acusada de falta de transparência financeira e decisões unilaterais do fundador.
Os ex-líderes, que assinaram uma carta de desligamento, revelaram violações éticas, incluindo desvio de recursos e acumulação de dívidas. Um dos ex-integrantes, que preferiu não se identificar, afirmou que Anderson Silva mentiu sobre o uso de doações, desviando dinheiro destinado a ajudar uma família em situação de rua para um missionário.
Em resposta, Anderson Silva defendeu sua gestão, alegando que seus erros foram de “excesso de amor” e não de caráter. Ele afirmou que priorizou ajudar pessoas em sofrimento, como mães com filhos autistas, em vez de focar em obrigações financeiras. Contudo, os ex-membros criticam essa postura, alegando que encobria uma gestão financeira arbitrária e sem prestação de contas.
Acusações de Má Gestão
Os ex-líderes relataram que Anderson tomava decisões sem consultar a diretoria. Um exemplo citado foi a transferência de R$ 40 mil para uma igreja enquanto a Machonaria acumulava R$ 300 mil em dívidas. A situação se agravou quando os diretores descobriram que, de janeiro a maio, a organização teve entradas superiores a R$ 60 mil mensais, mas os colaboradores estavam com salários atrasados.
Anderson Silva, por sua vez, não pretende judicializar a questão e deixou o julgamento nas mãos de Deus. Ele enfatizou que não tem interesse em justificar boatos e que o Ministério Público está disponível para receber denúncias formais. No entanto, não apresentou documentos que comprovem suas alegações de gestão correta.
Os ex-líderes afirmam que a ruptura ocorreu exclusivamente por questões éticas e que não buscam qualquer ativo ligado à imagem pública de Anderson. Eles pedem uma prestação de contas clara sobre a gestão da Machonaria, que, segundo eles, gerou uma dívida superior a R$ 500 mil sem a devida transparência.
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