- Bispos da Ásia, África e América Latina emitiram um apelo conjunto por justiça climática.
- Eles criticaram as soluções propostas por países ricos e sua postura negacionista.
- O documento foi divulgado durante uma onda de calor na Europa e antes da conferência climática da ONU em novembro, em Belém, Brasil.
- Os líderes religiosos pedem o abandono total dos combustíveis fósseis e um novo modelo econômico que priorize o bem comum.
- O arcebispo de Kinshasa, Cardeal Fridolin Ambongo Besungu, afirmou que a justiça climática é um direito humano e espiritual.
VATICANO — Bispos da Ásia, África e América Latina lançaram um apelo conjunto por justiça climática, criticando as soluções propostas por países ricos e sua postura negacionista. O documento foi divulgado em meio a uma onda de calor que atinge a Europa, incluindo o Vaticano, e antecede a próxima conferência climática da ONU, marcada para novembro em Belém, Brasil.
Os líderes religiosos expressaram sua preocupação com as consequências das mudanças climáticas nas regiões mais vulneráveis. Em um tom urgente, eles afirmaram que as propostas atuais apenas perpetuam a exploração dos recursos naturais e das populações mais afetadas. “É necessário um abandono total dos combustíveis fósseis e um novo modelo econômico que priorize o bem comum,” disseram os bispos.
Durante uma coletiva de imprensa no Vaticano, o arcebispo de Kinshasa, Congo, Cardeal Fridolin Ambongo Besungu, destacou que o documento representa “um grito de dignidade.” Ele enfatizou que a justiça climática é um direito humano e espiritual. Os bispos também criticaram a contradição de financiar a transição para energias verdes com lucros da extração de petróleo, considerando essas alternativas como “soluções falsas.”
A mensagem ecoa os apelos ambientais do Papa Francisco, que, ao longo de seu pontificado, tem promovido a proteção do meio ambiente. O Papa, que já lançou uma encíclica sobre o tema, continua a incentivar ações concretas para enfrentar a crise climática.
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