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Moraes nega novamente pedido de Bolsonaro em ação sobre golpe de Estado

Ministro Alexandre de Moraes impede inclusão de delação de Mauro Cid na ação penal contra Jair Bolsonaro, visando celeridade no processo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Evaristo Sá/AFP)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para incluir documentos da delação do tenente-coronel Mauro Cid na ação penal que investiga uma tentativa de golpe.
  • Moraes afirmou que não permitirá tumultos processuais e que o andamento da ação seguirá normalmente.
  • A defesa de Bolsonaro alegou que Cid divulgou informações sigilosas em redes sociais, descumprindo o acordo de delação.
  • A ação penal contra Bolsonaro está na fase de alegações finais, com acusações de organização criminosa armada, golpe de Estado e dano qualificado.
  • O julgamento deve ocorrer na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal ainda em 2025.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, rejeitou nesta terça-feira, 1º, um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para incluir documentos da delação do tenente-coronel Mauro Cid na ação penal que investiga uma tentativa de golpe. Moraes afirmou que não permitirá tumultos processuais e que o andamento da ação seguirá normalmente.

A defesa de Bolsonaro argumenta que Cid descumpriu o acordo de delação ao divulgar informações sigilosas em redes sociais. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro nega as acusações, e o caso permanece sob investigação. A tentativa de anexar os documentos à ação penal é vista como uma estratégia para contestar a delação.

Andamento do Processo

Atualmente, a ação penal contra Bolsonaro está na fase de alegações finais, onde a Procuradoria-Geral da República e a defesa apresentam seus argumentos. O ex-presidente enfrenta acusações graves, incluindo organização criminosa armada, golpe de Estado e dano qualificado. O julgamento deve ocorrer na Primeira Turma do STF ainda neste ano.

Moraes reiterou que a Corte analisará as questões levantadas no momento apropriado, enfatizando que não aceitará pedidos que visem atrasar o processo. A decisão do ministro reflete a intenção de manter a celeridade na tramitação do caso, que é um dos mais significativos da atualidade política brasileira.

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