- Adriano Espeschit, ex-presidente da Potássio do Brasil, foi nomeado presidente da mineradora canadense Belo Sun.
- Sua gestão na Potássio do Brasil foi marcada por acusações de irregularidades no licenciamento de mineração em terras indígenas, incluindo coação ao povo Mura.
- A nomeação gerou preocupações entre comunidades indígenas e organizações de direitos humanos sobre a repetição de práticas controversas em novos projetos no Pará.
- Em 2022, a Justiça Federal do Amazonas proibiu sua entrada em uma aldeia indígena em Autazes, destacando que sua presença não tinha autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai).
- A Amazon Watch alertou que a experiência de Espeschit pode indicar a intenção de avançar com empreendimentos, mesmo diante de resistência social e ambiental.
Adriano Espeschit, ex-presidente da Potássio do Brasil, foi nomeado presidente da mineradora canadense Belo Sun, gerando preocupações entre comunidades indígenas e organizações de direitos humanos. Sob sua gestão na Potássio do Brasil, Espeschit enfrentou acusações de irregularidades no licenciamento de mineração em terras indígenas, incluindo ameaças e coação ao povo Mura.
A nomeação de Espeschit levanta temores sobre a possibilidade de repetição de táticas controversas em novos projetos no Pará. Em 2022, a Justiça Federal do Amazonas proibiu sua entrada em uma aldeia indígena em Autazes, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A decisão judicial destacou que a presença do executivo no local não tinha autorização da Funai e que a terra era considerada um “asilo inviolável”.
Relatórios do Ministério Público Federal (MPF) indicaram que a atuação da Potássio do Brasil sob a liderança de Espeschit fragmentou a comunidade Mura e resultou em um processo de consulta considerado fraudulento. A Amazon Watch expressou preocupação com o histórico do executivo, afirmando que sua nomeação pela Belo Sun pode sinalizar a intenção de repetir práticas já denunciadas em outros territórios.
A porta-voz da Amazon Watch enfatizou que a experiência de Espeschit sugere que ele está preparado para avançar com empreendimentos, mesmo diante de forte resistência social e ambiental. A região da Volta Grande do Xingu, já impactada pela hidrelétrica de Belo Monte, exige vigilância redobrada da sociedade civil e dos órgãos de fiscalização ambiental.
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