- A Polícia Federal (PF) ouvirá nesta terça-feira, 1º, os depoimentos de três advogados em investigações sobre obstrução de Justiça relacionadas a Jair Bolsonaro e seus ex-assessores.
- Os advogados Fábio Wajngarten, Paulo Cunha Bueno e Eduardo Kuntz são acusados de tentativas de contato com familiares de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
- As oitivas ocorrerão simultaneamente em São Paulo e Brasília, a partir das 15h.
- As investigações, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), buscam esclarecer ações que podem ter interferido na apuração de uma suposta trama golpista.
- As tentativas de contato com a filha de Cid e outros familiares são vistas como uma estratégia para desestabilizar a defesa do delator.
A Polícia Federal (PF) inicia nesta terça-feira, 1º, a oitiva de três advogados envolvidos em investigações que apuram tentativas de obstrução de Justiça relacionadas a Jair Bolsonaro e seus ex-assessores. Os depoimentos ocorrerão simultaneamente em São Paulo e Brasília, a partir das 15h.
Os advogados Fábio Wajngarten, Paulo Cunha Bueno e Eduardo Kuntz são acusados de tentativas de contato com familiares de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. As investigações, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), visam esclarecer ações que podem ter interferido na apuração de uma suposta trama golpista.
Wajngarten, que já atuou na defesa de Bolsonaro, e Bueno, atual defensor do ex-presidente, são investigados por tentativas de contato com a filha de Cid, que tem apenas 14 anos. Além disso, Kuntz, advogado do coronel Marcelo Câmara, também é acusado de abordar a esposa e a mãe de Cid em eventos sociais, buscando desestabilizar a defesa do delator.
Ações da Defesa
O relatório da PF destaca que as tentativas de contato foram insistentes e envolveram abordagens em locais públicos. “Não bastassem as várias investidas sobre a filha e esposa de Mauro Cid, a defesa dos corréus investiu também sobre sua mãe”, afirma o documento. As ações são vistas como uma estratégia para obstruir a investigação em curso.
Recentemente, Kuntz admitiu ter trocado mensagens com Cid sobre sua delação, o que pode ter violado o sigilo do acordo. Cid, por sua vez, negou ter utilizado plataformas de mensagens para discutir sua colaboração com a Justiça. A PF investiga essas interações, que podem indicar uma tentativa de obstrução das investigações.
Os depoimentos dos advogados são um desdobramento das investigações que buscam esclarecer as tentativas de interferência na delação de Mauro Cid, que é um dos principais delatores em um caso que envolve a tentativa de manter Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições.
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