- O Senado dos Estados Unidos aprovou um megapacote orçamentário que pode aumentar o déficit em US$ 3,3 trilhões na próxima década.
- A votação terminou empatada em 50 a 50, sendo decidida pelo voto de minerva do vice-presidente J.D. Vance.
- O projeto inclui cortes de impostos e aumento de investimentos em defesa, e agora segue para a Câmara dos Representantes.
- Elon Musk criticou o pacote e anunciou apoio a candidatos contrários à proposta.
- O presidente Donald Trump elogiou a aprovação e destacou que o projeto será bem recebido na Câmara, apesar das resistências internas entre os republicanos.
O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira, 1º de julho, um megapacote orçamentário que pode aumentar o déficit em US$ 3,3 trilhões na próxima década. A votação, que terminou em um empate de 50 a 50, foi decidida pelo voto de minerva do vice-presidente J.D. Vance. O projeto, que inclui cortes de impostos e aumento de investimentos em defesa, agora segue para a Câmara dos Representantes.
A proposta, conhecida como “grande e lindo projeto de lei”, foi alvo de intensos debates. Apesar do controle republicano no Senado, três senadores do partido se opuseram ao texto: Rand Paul, Susan Collins e Thom Tillis. A versão anterior do projeto, aprovada pela Câmara, previa um aumento de US$ 2,4 trilhões no déficit, quase US$ 1 trilhão a menos que a nova proposta.
Elon Musk criticou abertamente o megapacote, prometendo apoiar candidatos que se opuserem ao plano. O CEO da Tesla e do Twitter expressou sua intenção de usar sua influência financeira para desafiar membros do Congresso que apoiaram a proposta, que considera prejudicial ao déficit público.
Reações e Desdobramentos
O presidente Donald Trump comemorou a aprovação e elogiou Vance pelo voto decisivo. Durante um evento na Flórida, Trump afirmou que o projeto será bem recebido na Câmara, destacando que há “algo para todos”. No entanto, a proposta enfrenta resistência, especialmente entre os membros do Freedom Caucus, que expressaram preocupações sobre os cortes em programas sociais, como o Medicaid.
Moderados também levantaram questões sobre o impacto do pacote em serviços essenciais. O congressista David Valadao afirmou que não apoiará um projeto que comprometa a saúde de seus eleitores. A situação se complica com prazos apertados e a necessidade de conciliar as versões do Senado e da Câmara.
O megapacote também prevê um aumento significativo no orçamento militar, com um acréscimo de US$ 150 bilhões. As mudanças nos programas sociais, no entanto, continuam a gerar controvérsias e podem afetar milhões de americanos. A votação final na Câmara está prevista para quarta-feira, e as tensões internas entre os republicanos permanecem elevadas.
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