- O deputado estadual Paulo Correa Jr. (PSD) apresentou um projeto de lei para criar uma data comemorativa em São Paulo em homenagem ao grupo “Legendários”.
- A data proposta é 13 de abril, marcando a primeira atividade do grupo no estado.
- O projeto visa reconhecer a experiência que combina debates sobre masculinidade e religião, que geram polêmica nas redes sociais.
- O grupo, que cobra inscrições que podem ultrapassar R$ 80 mil, promove atividades ao ar livre, como a subida de montanhas, sem acesso à internet.
- Outros estados, como Mato Grosso e Espírito Santo, já adotaram datas semelhantes, mas o grupo enfrenta críticas, especialmente após a morte de um participante durante uma trilha.
O deputado estadual Paulo Correa Jr. (PSD) apresentou um projeto de lei nesta quarta-feira, 2, para instituir uma data comemorativa em São Paulo em homenagem ao grupo “Legendários”. A data proposta é 13 de abril, quando ocorreu a primeira atividade do grupo no estado. O projeto visa reconhecer a experiência que combina debates sobre masculinidade e religião, gerando polêmica nas redes sociais.
A justificativa do parlamentar destaca que o grupo busca “trazer de volta o herói caçador para cada família”. Com inscrições que podem ultrapassar 80.000 reais, o “Legendários” é uma experiência imersiva voltada para homens, onde participantes, como o ex-BBB Eliezer e o coach Pablo Marçal, se envolvem em atividades ao ar livre, sem acesso à internet. Entre as práticas, destaca-se a subida de montanhas, que possui simbolismo religioso.
Polêmica e Reconhecimento
O movimento se apresenta como uma transformação para os homens, ajudando-os a encontrar sua melhor versão. A proposta de Correa Jr. não é isolada; outros estados, como Mato Grosso e Espírito Santo, já adotaram datas semelhantes. No entanto, o grupo também enfrenta críticas, especialmente após a morte de um participante de 40 anos durante uma trilha em Rondonópolis, no Mato Grosso, no último sábado, 28. O homem, Rodrigo Nunes de Oliveira, sofreu uma convulsão e não sobreviveu.
A criação da data comemorativa reflete um crescente interesse por iniciativas que abordam a masculinidade sob uma perspectiva religiosa, embora continue a suscitar debates acalorados nas redes sociais. O projeto de lei agora segue para apreciação na Assembleia Legislativa de São Paulo.
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