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Justiça confirma pena de Sari pelo acidente que resultou na queda de menino

Justiça confirma pena de sete anos de prisão para Sari Corte Real pelo abandono de incapaz que resultou na morte de criança em Recife.

Sari Mariana Gaspar Corte Real, em entrevista ao Fantástico (Foto: Reprodução/Globo)
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  • A Justiça de Pernambuco manteve a condenação de Sari Corte Real a sete anos de prisão em regime fechado.
  • A decisão foi tomada após análise de um recurso que apontava contradições na sentença original.
  • O caso envolve a morte de uma criança que caiu do nono andar de um prédio em Recife em junho de 2020.
  • Sari deixou a criança sozinha enquanto estava com uma manicure, permitindo que o menino acessasse o elevador e escalasse uma grade.
  • A pena foi reduzida de oito anos e meio para sete anos, e a família da criança também recorreu da decisão.

A Justiça de Pernambuco decidiu manter a condenação de Sari Corte Real a sete anos de prisão em regime fechado pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, que caiu do nono andar de um prédio em Recife em junho de 2020. O julgamento do recurso ocorreu nesta terça-feira, após a condenação inicial em maio de 2022.

Os advogados de Sari alegaram contradições na sentença original, destacando que os desembargadores apresentaram opiniões divergentes sobre a pena. Um dos desembargadores sugeriu a manutenção da pena de oito anos, enquanto outro propôs a redução para seis anos em regime semiaberto. Contudo, o relator do caso, desembargador Eudes dos Prazeres França, negou a existência de empate e reafirmou a pena de sete anos.

Detalhes do Caso

O incidente que resultou na morte de Miguel ocorreu em 2 de junho de 2020, quando a criança, sob a responsabilidade de Sari, caiu do prédio enquanto ela estava ocupada com uma manicure. Imagens de câmeras de segurança mostraram que Sari deixou o menino sozinho no elevador, o que permitiu que ele acessasse o nono andar e escalasse uma grade de proteção, resultando na queda de uma altura de 35 metros.

Sari foi inicialmente presa em flagrante por homicídio culposo, mas foi liberada após pagar fiança. A condenação por abandono de incapaz foi confirmada, e a pena foi reduzida de oito anos e meio para sete anos. A família de Miguel também recorreu da decisão, e o recurso está em tramitação no Tribunal de Justiça de Pernambuco.

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