- O jornalista palestino Anas Hawari decidiu não retornar ao Brasil após ser interrogado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
- Ele chegou ao país em 23 de junho para participar da GlobalFact, uma conferência internacional de checagem de fatos.
- Durante a imigração, Hawari foi questionado sobre suas supostas ligações com o Hamas e sua opinião sobre o conflito entre Israel e o Hamas.
- A Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro afirmou que irá investigar o incidente.
- Hawari, que trabalha no portal de checagem de fatos Tayqan, descreveu sua experiência no Brasil como positiva, exceto pelo interrogatório.
O jornalista palestino Anas Hawari, de 28 anos, expressou sua decisão de não retornar ao Brasil após uma experiência negativa no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Hawari chegou ao país no dia 23 de junho para participar da GlobalFact, uma conferência internacional de checagem de fatos.
Ao passar pela imigração, o jornalista foi levado a uma sala separada, onde foi interrogado sobre suas supostas ligações com o Hamas. Ele relatou que, durante o interrogatório, foi questionado sobre sua opinião a respeito do conflito entre Israel e o Hamas, além de ser indagado se havia recebido treinamento militar. Hawari ficou chocado com a abordagem e afirmou que se sentiu tratado como um criminoso.
A Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro foi contatada para comentar o incidente e afirmou que irá investigar o ocorrido, mas ainda não havia se pronunciado oficialmente. Hawari, que reside em Nablus, na Cisjordânia, e trabalha no portal de checagem de fatos Tayqan, descreveu sua experiência no Brasil como positiva, exceto pelo incidente no aeroporto. Ele também mencionou um episódio em que tentaram roubar seu celular, algo que lhe disseram ser comum no país.
O jornalista concluiu que a experiência de ser interrogado foi tão desconcertante que não pretende mais viajar para o Brasil. Ele destacou a necessidade de as autoridades focarem em questões de segurança mais relevantes, ao invés de interrogatórios infundados.
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