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Arthur Lira afirma que Supremo não pode decidir sobre questões orçamentárias

Arthur Lira critica a atuação do STF em questões orçamentárias e defende reformas políticas e diálogo entre os Poderes.

O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que falou nesta quinta em Lisboa (Foto: Rosinei Coutinho - 3.mai.2023/STF)
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  • O deputado federal Arthur Lira questionou a legitimidade do Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir sobre questões orçamentárias durante um painel em Lisboa, no dia três de julho.
  • Lira afirmou que o Brasil enfrenta uma tensão histórica entre os Poderes e um desafio de legitimidade democrática em relação à atuação do Judiciário nas finanças públicas.
  • A declaração ocorreu após o governo Lula enviar uma ação ao STF para reativar um decreto sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que havia sido derrubado pelo Congresso.
  • O deputado destacou que juízes não são eleitos e, portanto, não têm o mandato popular necessário para decidir sobre a alocação de recursos.
  • Lira defendeu a necessidade de uma reforma política ampla e um diálogo efetivo entre os três Poderes para garantir que as decisões sejam reconhecidas e apoiadas pela sociedade.

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) questionou a legitimidade do STF para decidir sobre questões orçamentárias durante sua participação no painel sobre “controle de constitucionalidade e separação de Poderes” no Fórum de Lisboa, nesta quinta-feira (3). Lira afirmou que o Brasil enfrenta uma tensão histórica e um “desafio da legitimidade democrática” em relação à atuação do Judiciário nas finanças públicas.

A declaração surge em um momento em que o governo Lula (PT) enviou ao STF uma ação para reativar um decreto sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que havia sido derrubado pelo Congresso. As tensões entre o Legislativo e o Judiciário aumentaram devido a decisões sobre emendas parlamentares. Lira destacou que os juízes não são eleitos e, portanto, não possuem o mandato popular necessário para decidir sobre alocação de recursos.

Lira também levantou questões sobre a capacidade técnica do Judiciário para atuar em matérias orçamentárias. Ele enfatizou que o orçamento deve ser gerido por aqueles que foram eleitos, pois a escolha errada pode resultar na retirada do apoio popular nas urnas. O deputado lembrou que, durante sua presidência na Câmara, uma proposta para barrar decisões monocráticas do Judiciário não avançou devido à polarização do debate.

Diálogo entre os Poderes

O parlamentar defendeu a necessidade de uma reforma política ampla e um diálogo efetivo entre os três Poderes. Para Lira, as soluções para as discussões sobre ações estruturais devem ser precedidas de diálogos aprofundados, garantindo que as decisões sejam reconhecidas e aplaudidas pela sociedade. Ele concluiu que não é justo que decisões com amplo apoio no Congresso sejam anuladas por decisões judiciais, muitas vezes tomadas de forma individual.

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