- O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um aumento nos cortes de gastos para alcançar um superávit de 1,6% do PIB em 2024.
- O compromisso inicial com o Fundo Monetário Internacional (FMI) era de um superávit de 1,3% do PIB.
- Nos primeiros meses de 2024, a Argentina registrou um superávit de 0,8% do PIB, abaixo do mesmo período do ano anterior.
- Em 2023, o país alcançou um superávit primário de 1,8% do PIB, revertendo um déficit de 4,4% do PIB.
- A inflação em 2024 foi de 117,8%, uma queda em relação aos 211,4% do ano anterior.
O governo argentino, sob a liderança do presidente Javier Milei, intensificará o ajuste fiscal para alcançar um superávit de 1,6% do PIB em 2024. Em entrevista ao jornal *El Cronista*, Milei revelou que solicitou a todos os ministérios um aumento nos cortes de gastos. “Na última reunião de gabinete, pedi que façam um corte extra. Todos os ministros concordaram em fazer um ajuste idêntico em termos porcentuais”, afirmou.
O compromisso inicial com o Fundo Monetário Internacional (FMI) era de um superávit de 1,3% do PIB, mas agora Milei busca superar essa meta. Nos primeiros meses de 2024, a Argentina registrou um superávit de 0,8% do PIB, um desempenho inferior ao mesmo período do ano anterior. Essa situação motivou a decisão de aprofundar as reduções de gastos.
Histórico de Ajustes
Milei, que foi eleito em 2023 com a motosserra como símbolo de sua campanha, já implementou cortes significativos nos gastos públicos. No ano passado, o país alcançou um superávit primário de 1,8% do PIB, revertendo um déficit de 4,4% do PIB registrado anteriormente.
Além disso, a política econômica do presidente tem contribuído para a redução da inflação, que fechou 2024 em 117,8%, uma queda em relação aos 211,4% do ano anterior. O FMI elogiou os avanços da Argentina, destacando os “progressos notáveis” feitos pelas autoridades, mesmo em um ambiente desafiador.
Expectativas Futuras
O ministro da Economia, Luis Caputo, deverá divulgar em breve os detalhes do ajuste fiscal. A expectativa é que todos os ministérios colaborem para garantir o superávit desejado. A estratégia de Milei reflete uma abordagem rigorosa em relação às finanças públicas, com o objetivo de estabilizar a economia argentina e atender às exigências do FMI.
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